Institucional

O Labjor é um centro de referência, no país e na América Latina, para a formação e para os estudos em divulgação científica e cultural. Trabalhando, em suas diversas atividades e programas acadêmicos, com os fenômenos contemporâneos ligados à cultura científica, o Labjor oferece, de forma multidisciplinar, a oportunidade de cursos de pós-graduação e de realização de pesquisas e produtos culturais, que contribuem para a compreensão e entendimento, para a análise e a explicação da dinâmica das relações entre ciência e sociedade que, por sua vez, integram, também dinamicamente, os fatos, eventos e acontecimentos próprios da cultura científica.

Arquivo de notícias




O programa de jornalismo e divulgação científica Oxigênio, uma produção do Labjor em parceria com a Rádio Unicamp, apresenta nova proposta. Agora, os episódios vão se alternar entre edições temáticas com entrevistas, e outras com notícias variadas. Com duração de 30 minutos, vai ao ar quinzenalmente, sempre às terças-feiras.

Sob coordenação da pesquisadora e jornalista Simone Pallone, o programa traz, em sua 42ª edição, humor e ficção científica com entrevistas sobre O Guia do mochileiro das galáxias, primeiro livro da série criada por Douglas Adams, que fala sobre sua relação com a ficção científica e o ensino de ciências com humor.

Para falar sobre a obra, Beatriz Guimarães, Bruno Moraes e Sarah Azoubel Lima entrevistaram o físico da Universidade da Califórnia, Rui Carlos Sá, a professora do Departamento de Letras da Universidade Federal do Maranhão, Naiara Santos, e o professor de Ensino de Ciências em Física, da Universidade Federal de Pernambuco, João Eduardo Ramos.

O Guia do mochileiro das galáxias faz parte da série Mochileiro das galáxias, inicialmente transmitida pela rádio BBC e que, em livro, gerou cinco volumes. Destaca-se por ser um grande clássico de ficção científica. Tornou-se um best-seller mundial que conta, com muito humor, as desventuras de dois grandes amigos em uma viagem interplanetária.

O tema foi escolhido para a reestreia do programa justamente pela coincidência do número 42, que tem um significado importante na obra – e também por sua leveza ao tratar os assuntos da ciência mesclados com situações do cotidiano. O autor é reconhecido pela habilidade em retratar a ciência de forma bem-humorada, por fazer previsões e ainda trazer reflexões sobre o sentido da vida de forma nada habitual.

O programa conta também com a participação da documentarista Cristiane Delfina Duarte, que fala sobre a expedição marítima 369, que percorreu a costa da Austrália com o objetivo de coletar material na crosta geológica da região, e ajudar a desvendar o passado do planeta.

Semana Nacional de Ciência e Tecnologia

Em breve, todas as entrevistas feitas ao vivo como parte do projeto “Matemática no Ar”, estarão disponíveis no podcast.

O projeto, que integrou a programação da 14ª Semana Nacional de Ciência e Tecnologia, foi uma realização do programa Oxigênio em parceria com a Rádio Unicamp, em colaboração do Phala (Grupo de Pesquisa em Educação, Linguagem e Práticas Culturais), da Faculdade de Educação da Unicamp, além do apoio do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC) e do Governo Federal.

Podcast Oxigênio

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O professor Carlos Vogt, coordenador do Labjor, fará a palestra inaugural do Programa Interdisciplinar de Pesquisa da Coordenadoria de Centros e Núcleos Interdisciplinares (Cocen/Unicamp). 
O evento será dia 4 de dezembro, às 10h. Vogt discutirá o tema “Pragmatismo ético e social: cultura, desenvolvimento e humanismo”. 
Após a palestra haverá a exposição dos pôsteres da I Mostra Interdisciplinar de Iniciação Científica – Cocen, na sede da Coordenadoria. 

Serviço
Data: 4 de dezembro de 2017
Horário: 10h
Local: Auditório da Educorp – Rua Saturnino de Brito, n°323. Unicamp.


Começa na próxima segunda-feira, dia 27 de novembro, a décima edição do Seminário Conexões – Deleuze e Cosmopolíticas e Ecologias Radicais e Nova Terra e… Desde 2009 o Conexões é realizado com base, principalmente, nas ideias do filósofo francês Gilles Deleuze, em interseções as mais inusitadas. O evento deste ano tem grande foco no debate de temas relacionados ao Antropoceno, como tempo marcado pelas catástrofes, pelas mudanças climáticas e ação irreversível dos humanos sobre as condições materiais de existência, e que parece que nos joga em direção ao fim do mundo.

O Conexões terá duração de três dias, com conferências nacionais e internacionais, mesas redondas, apresentação de trabalhos e oficinas. Entre os convidados estão Erin Manning, da Concordia University, Brian Massumi, da University of Montreal, ambas do Canadá, Tim Ingol, da Aberdeen University, UK (videoconferência), Erik Bordeleau, do SenseLab, também da Concordia University. Do Brasil os convidados são: Almires Martins Machado, da UFGD, Deborah Danowski, da PUC Rio, o líder indígena Ailton Krenak, Luiz B. L. Orlandi, da Unicamp, Marco Antonio Valentim, da UFPR, Stelio Marras, da USP e o artista Marcelo Moscheta, de Campinas.

O VII Seminário Conexões – Deleuze e Cosmopolíticas e Ecologias Radicais e Nova Terra e… é organizado pelo grupo multiTÃO: prolifer-artes sub-vertendo ciências, educações e comunicações, do Laboratório de Estudos Avançados em Jornalismo (Labjor/Nudecri/Unicamp), pelo Laboratório de Estudos Audiovisuais (OLHO/FE-Unicamp), pela Faculdade de Ciências Aplicadas (FCA-Unicamp) e pelo Orssarara Ateliê.

A programação e mais informações podem ser consultadas no site do evento: https://seminarioconexoes2017.hotglue.me/program





Academia como mercado financeiro de ideias. A economia política dos meios de comunicação social para os acadêmicos. Este é o título da conferência que Alessandro Delfanti, professor de cultura e novos meios de comunicação na Universidade de Toronto vai proferir no dia 17 de novembro, às 14h na Sala A, da DGRN (Departamento de Geologia e Recursos Naturais), do Instituto de Geociências, na Unicamp.

A pesquisa do professor italiano, que lecionou na Universidade da Califórnia, em Davis, na Universidade Mcgill e Universidade de Milão, centra-se no trabalho digital, no hacking e na economia política da ciência e da tecnologia. Ele é o autor de Biohackers: a política da ciência aberta (Pluto 2013) e outras obras.

Na apresentação do dia 17, Delfanti irá tratar das redes sociais voltadas para acadêmicos, como a Academia.edu ou Researchgate, que são espaços onde milhões de estudiosos partilham o seu trabalho e constroem-se como trabalhadores acadêmicos legítimos e produtivos. Estes serviços fornecem novas formas de métricas e classificação, tais como contagens de download, compartilhamento de mídia social, popularidade. Garantem “pontuação” ou alcance de rede.

Esses sistemas são formas de intensificar o trabalho acadêmico e, ao mesmo tempo, assumem um papel epistêmico cada vez mais crescente, uma vez que fazem parte de uma tendência para aumentar a previsibilidade dos resultados da investigação. A pesquisa realizada por Delfanti mostra como os usuários têm de lidar com as novas formas de facilitadoras e as lógicas algorítmicas que os governam.

Em resumo, essas redes sociais acabam por produzir e disciplinar um novo tipo de acadêmico. Para compreender o papel dessas plataformas, Delfanti se baseou nas ideias mertonianas sobre a ciência como “Mercado de ideias propondo uma nova metáfora econômica para entender o seu papel no trabalho acadêmico”. Para os estudos sociais das finanças, por exemplo, ele propõe que as plataformas de mídia social permitam um reconceitualização da academia como um “Mercado Financeiro de ideias”.

Segundo o pesquisador, “primeiro, os meios de comunicação social para os acadêmicos permitem a inclusão de objetos acadêmicos, tais como artigos preprint, que não são incluídos em sistemas tradicionais para o valor contabilístico na comunicação acadêmica. Em segundo lugar, estão orientados para o futuro, uma vez que utilizam dados para prever os resultados da investigação e mobilizar textos orientados para o futuro, que constituem uma promessa de publicação. Finalmente, estas plataformas baseiam seus sistemas de avaliação em algoritmos, que analisam os dados produzidos de forma distribuída por todos os usuários na plataforma. O mercado financeiro de ideias geradas por tais plataformas está fundamentalmente relacionado com a obsessão da universidade neoliberal com as métricas, bem como com a explosão do trabalho acadêmico precário.

O professor Alessandro Delfanti vem a Campinas a convite dos programas de Pós-Graduação do Departamento de Política Científica e Tecnológica, do Instituto de Geociências e de Mestrado em Divulgação Científica e Cultura, do Laboratório de Estudos Avançados em Jornalismo, do Núcleo de Desenvolvimento da Criatividade, em parceria com o Instituto de Estudos da Linguagem.

Serviço:

Conferência: Academia como mercado financeiro de ideias. A economia política dos meios de comunicação social para os académicos
Prof. Alessandro Delfanti (Universidade de Toronto)
Dia 17/11 das 14h00 às 16h00
Sala A da DGRN, IG/Unicamp
R. João Pandiá Calógeras, 51, Unicamp.



NOTA DA PROVA ESCRITA

 

Nº DA INSCRIÇÃO NOME NOTA*
01 Renato Salgado de Melo Oliveira 7,7
02 Paulo de Freitas Castro Fonseca 7,5
04 Nathália Silva Fontana Rosa 6,8
06 Paula Felício Drummond de Castro 7,6
07 Flávia Natércia da Silva Medeiros 4,6
09 Elaine Cristina Saito Hayashi 6,7
10 Patrícia Nunes da Silva Mariuzzo 7,2
12 Sabine Righetti 8,2

*NOTA MÍNIMA PARA PROSEGUIR NO PROCESSO É 6,0


HORÁRIO DAS AVALIAÇÕES DE APRESENTAÇÃO DO PROJETO

07/11/2017 E 08/11/2017

Nº DA INSCRIÇÃO NOME DATA HORÁRIO
01 Renato Salgado de Melo Oliveira 07/11/2017 14h00
02 Paulo de Freitas Castro Fonseca 07/11/2017 15h00
04 Nathália Silva Fontana Rosa 07/11/2017 16h00
06 Paula Felício Drummond de Castro 07/11/2017 17h00
09 Elaine Cristina Saito Hayashi 08/11/2017 08h30
10 Patrícia Nunes da Silva Mariuzzo 08/11/2017 09h30
12 Sabine Righetti 08/11/2017 10h30

 



Ética e “pós-verdade” são os temas em debate nesta edição, que oferece 200 vagas gratuitas. Inscreva-se.

Com o objetivo de discutir a importância da ética na divulgação científica para as organizações de pesquisa e o papel do jornalismo científico na era da “pós-verdade”, incentivando o debate crítico da ética na cultura científica vigente, a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) e a Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) realizam o 4º Encontro Mídia e Pesquisa. Com o tema “Ética em divulgação científica na era da pós-verdade”, o evento ocorre em 14 de novembro de 2017, das 9 às 15h30, no Centro de Convenções da Unicamp, em Campinas (SP).

O Encontro Mídia e Pesquisa vai reunir cientistas, professores, jornalistas e estudantes em torno de três painéis, que trarão um panorama da inserção da ética na divulgação e no jornalismo científico, além da visão de representantes da docência e do jornalismo sobre a credibilidade da informação científica e da cobertura da mídia na era das fake news. A Universidade de Oxford definiu “pós-verdade” como um termo “que se relaciona ou denota circunstâncias nas quais fatos objetivos têm menos influência em moldar a opinião pública do que apelos à emoção e a crenças pessoais”.

Além de promover a discussão sobre a cobertura atual de ciência pela mídia, o evento, voltado especialmente a pesquisadores, profissionais de jornalismo, professores e alunos de comunicação social e jornalismo, entre outros interessados, busca debater os temas ética, credibilidade das fontes de informação, jornalismo científico, jornalismo de dados, comunicação e divulgação científica. Também serão discutidas as novas tecnologias de informação e comunicação em divulgação científica e jornalismo de dados, e como estas tecnologias podem auxiliar nos desafios que o jornalismo científico enfrenta atualmente na era da “pós-verdade”.

Programação
O Painel 1, Ética e pós-verdade, moderado pelo jornalista e professor do Laboratório de Estudos Avançados em Jornalismo (Labjor/Unicamp) Ricardo Whiteman Muniz, vai reunir três debatedores. O filósofo da Unicamp Roberto Romano discorrerá sobre “Fake news ou sofística? Uma ‘descoberta’ de algo antigo”. Em seguida, o jornalista e professor da PUC-Campinas Carlos Alberto Zanotti fala sobre “O jornalismo na era da ‘pós-verdade’”. Finalizando o painel, o jornalista Carlos Orsi (http://carlosorsi.blogspot.com.br/) tratará sobre “Fatos alternativos: um informe das trincheiras”.

O Painel 2, Credibilidade e fontes confiáveis de informação científica, moderado pela jornalista e professora da PUC-Campinas Ciça Toledo, se inicia com a presidente do Projor (Instituto para o Desenvolvimento do Jornalismo), jornalista Ângela Pimenta, que apresenta o “Projeto Credibilidade (https://www.credibilidade.org/): como distinguir a informação qualificada do ruído no meio digital”, seguida pelo jornalista e editor do Direto da Ciência, Maurício Tuffani, que falará sobre “O desafio do contraditório no jornalismo científico”. Para finalizar, o professor da Faculdade de Ciências Aplicadas – FCA/Unicamp (Limeira, SP) Peter Schulz discorre sobre “Os mecanismos de disfarce da má ciência”.

Na parte da tarde, o Painel 3, moderado pelo pesquisador e professor-coordenador do Mestrado em Divulgação Científica e Cultural (Labjor/Unicamp), Rafael Evangelista, mostrará algumas das Novas plataformas tecnológicas em divulgação científica e jornalismo de dados, com três cases. “Divulgação da Ciência na Embrapa” será apresentado pelo jornalista da Secretaria de Comunicação da Embrapa (Secom) Jorge Duarte. “Jornalismo de Dados: técnicas, ferramentas e perspectivas”, pelo jornalista e editor do Estadão Dados, Daniel Bramatti e “Os desafios do jornalismo científico no ambiente colonizado digital”, a ser apresentado pela jornalista Raquel Almeida (Labjor/Unicamp).

De acordo com a comissão organizadora, “o jornalismo científico tem como desafio não só transmitir ao público leigo informações técnicas, mas promover reflexões e discussões de forma transparente e democrática, inclusive no campo da ética”. Deste modo, o evento busca principalmente promover e estimular o amplo diálogo sobre divulgação e jornalismo científico nos dias atuais e a sua importância para a popularização da ciência no País.

Veja a programação completa aqui. As inscrições são gratuitas e devem ser feitas pela internet. Serão oferecidas 200 vagas e todos os participantes receberão certificados de participação. O 4º Encontro Mídia e Pesquisa é uma realização da Embrapa, por meio de suas Unidades em Campinas e Jaguariúna (SP): Gestão Territorial, Informática Agropecuária, Meio Ambiente, Monitoramento por Satélite, e Produtos e Mercado – Escritório de Campinas, em parceria com a Secretaria de Comunicação e o Labjor da Unicamp.

Serviço
4º Encontro Mídia e Pesquisa
Data: 14 de novembro de 2017
Horário: 9 às 15h30
Local: Centro de Convenções da Unicamp. Avenida Érico Veríssimo, 300, Barão Geraldo, Campinas, SP.

Eliana Lima (MTb/SP 22.047)
Embrapa Meio Ambiente

Telefone: (19) 3311-2748

Nadir Rodrigues (MTb/SP 26.948)
Embrapa Informática Agropecuária

Telefone: (19) 3211-5747

Mais informações sobre o tema
Serviço de Atendimento ao Cidadão (SAC)
www.embrapa.br/fale-conosco/sac/



Lançado no dia 18 de outubro de 2017, na Unicamp, o livro sobre o desastre de Mariana (MG) e seus desdobramentos está agora disponível para download em pdf, no site do Laboratório de Estudos Avançados em Jornalismo (Labjor) da Universidade, na seção de livros. Como se trata de uma produção acadêmica, não será comercializado. Muitas imagens foram cedidas pela Associação dos Repórteres Fotográficos e Cinematográficos de Minas Gerais (ARFOC-MG).

O livro foi elaborado por 35 alunos da disciplina Linguagem: Jornalismo, Ciência e Tecnologia, sob a orientação da jornalista e professora do Labjor/IEL/Unicamp, Graça Caldas. A edição final é das jornalistas Graça Caldas e Adriana Menezes, o projeto gráfico e editoração de Fabiana Grassano e a edição de fotografia de Camila Brunelli. Com 352 páginas amplamente ilustradas, o livro está organizado em sete capítulos: Meio Ambiente, Política e Economia: uma difícil equação; A vida antes da tragédia; Da água para a lama; Viagem ao epicentro; O desastre ambiental: Vozes e visibilidade; Memória e esquecimento.

“Vozes e silenciamentos em Mariana: crime ou desastre ambiental?” conta a trajetória, antecedentes e desdobramentos do derramamento de rejeitos da barragem de Fundão, da empresa Samarco, sobre os subdistritos de Mariana, no dia 5 de novembro de 2015, provocando a morte de 19 pessoas e causando impactos sociais e ambientais que se estenderam por 40 municípios dos estados de Minas Gerais e Espírito Santo, até chegar ao Oceano Atlântico. Esta é uma história para não ser repetida ou esquecida.



Projeto ‘Matemática no ar’ será transmitido via Web Rádio Unicamp

Matemática ou matemáticas? Pesos e medidas. Mulheres. Mudanças climáticas, evolução. Algoritmos. Esses são alguns dos assuntos que fazem parte de “Matemática no ar”, programação de entrevistas e spots – narrativas curtas e informativas – que vai ao ar entre 23 e 27 de outubro, via Web Rádio Unicamp (bit.do/webRadio). O projeto é uma realização do Laboratório de Estudos Avançados em Jornalismo (Labjor), da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), e integra a 14ª Semana Nacional de Ciência e Tecnologia (SNCT), promovida pelo Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC), cujo mote é “A Matemática está em tudo”.

As entrevistas serão transmitidas ao vivo do estúdio, sempre às 10 horas, trazendo pesquisadores de diversas áreas do conhecimento. No dia 23 (segunda-feira), Jefferson Mariano (IBGE) e Julio Stern (IME/USP) falarão sobre a presença da estatística no cotidiano. Priscila Coltri (Cepagri/Unicamp) e Flávia Marquitti (IFGW/Unicamp) discutirão os usos da modelagem matemática no dia 24 (terça-feira). A presença das mulheres nas Exatas será abordada por Sandra Santos (IMECC/Unicamp) e Flávia Roberta Silva (IBM) no dia 25 (quarta-feira). Os algoritmos ficarão por conta de Alan Godoy Mello (CPqD) e Rafael Evangelista (Labjor/Unicamp), no dia 26 (quinta-feira). Por fim, no dia 27 (sexta-feira), Denise Vilela (DME/Ufscar) e Antonio Miguel (FE/Unicamp) debatem a possibilidade de pensarmos em matemáticas, no plural.

Também fazem parte do projeto spots sobre curiosidades da matemática, que serão distribuídos pela programação da Web Rádio Unicamp ao longo da SNCT. Os assuntos vão desde o funcionamento dos jogos de loteria até a origem do zero, passando pela importância da lógica, a invenção do sinal de igual (=), a história da revolta do Quebra-Quilos, e a trajetória de Jacob Palis, matemático brasileiro homenageado na SNCT 2017.

A proposta de “Matemática no ar” é trazer à tona discussões e reflexões sobre a presença da matemática em tudo, nas relações sociais, na formação de identidades e culturas. Os áudios das entrevistas e dos spots também serão disponibilizados em formato de podcast, para que o público possa escutar on-line e via dispositivos móveis. O material poderá ser usado também por professores de diversas áreas.

O projeto ainda conta com a parceria do PHALA (Grupo de Pesquisa em Educação, Linguagem e Práticas Culturais), da Faculdade de Educação (FE) da Unicamp, e da Web Rádio Unicamp, além do apoio do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), do MCTIC e do Governo Federal. As informações sobre o “Matemática no ar” podem ser conferidas em oxigenio.comciencia.br.

 

SNCT 2017 na Unicamp

Outras ações da Unicamp integram a SNCT 2017. O PHALA, em parceria com o Labjor, produziu o projeto “matemáticaS”, um conjunto de cinco vídeos em animação que aborda os saberes da matemática presentes na maneira como medimos o tempo, nos localizamos nos espaços, delimitamos territórios, entre outras práticas presentes em sociedades e culturas. Também na Faculdade de Educação, oficinas para professores de Matemática, com diversas ferramentas e propostas de ensino, serão oferecidas pelo Gepemai, o Grupo de estudos e pesquisas em Educação Matemática nos/dos Anos Iniciais.

O Museu Exploratório de Ciências e o Instituto de Matemática, Estatística e Computação Científica (IMECC) também contarão com atividades especiais durante a semana. As informações sobre a SNCT 2017 na Unicamp podem ser acompanhadas em www.prp.unicamp.br/snct2017. Já a programação de todo o Brasil está disponível em www.snct.mctic.gov.br.

 

Programação “Matemática no ar”

– 23 de outubro, segunda-feira, 10h: Estatística no cotidiano

Com Jefferson Mariano (IBGE) e Júlio Stern (IME-USP)

– 24 de outubro, terça-feira, 10h: Modelagem matemática

Com Priscila Coltri (Cepagri/Unicamp) e Flávia Marquitti (IFGW/Unicamp)

– 25 de outubro, quarta-feira, 10h: Mulheres nas Exatas

Com Sandra Santos (IMECC/Unicamp) e Flávia Roberta Silva (IBM)

– 26 de outubro, quinta-feira, 10h: Algoritmos

Com Alan Godoy Mello (CPqD) e Rafael Evangelista (Labjor/Unicamp)

– 27 de outubro, sexta-feira, 10h: De que matemática estamos falando?

Com Denise Vilela (DME/Ufscar) e Antonio Miguel (FE/Unicamp)

 

Spots: Download no site

O sinal de igual sempre existiu?

De onde vem o zero?

Jacob Palis, um grande matemático brasileiro

Qual a Lógica disso?

Loteria, haja fé!

A revolta…

 

Contato:

Oxigênio – oxigenionoticias@gmail.com

Simone Pallone – spallone@unicamp.br



Dia 18 de outubro será lançado o livro Vozes e silenciamentos em Mariana: crime ou desastre ambiental?, com debate de especialistas. A obra foi organizada pela jornalista e pesquisadora Graça Caldas, com textos de 35 alunos do Labjor.

O debate trará questões sobre os múltiplos efeitos do desastre de Minas Gerais, em seus aspectos ambientais, sociais, políticos, econômicos, históricos e midiáticos. A mesa-redonda será composta pelo biólogo Carlos Joly (IB/Biota-Fapesp – Unicamp), os sociólogos Roberto do Carmo (IFCH/Nepo – Unicamp) e Olga von Simson (FE/Centro de Memória – Unicamp), e o jornalista Mateus Parreiras, do jornal O Estado de Minas, premiado pela cobertura do rompimento da barragem.

O livro, em formato digital (ou impresso sob demanda), examina o desastre, seus antecedentes e desdobramentos. Com 352 páginas amplamente ilustradas, tem sete capítulos: Meio ambiente, Política e economia: uma difícil equação; A vida antes da tragédia; Da água para a lama; Viagem ao epicentro; O desastre ambiental: vozes e visibilidade; Memória e esquecimento. A edição final é das jornalistas Graça Caldas e Adriana Menezes, o projeto gráfico e editoração de Fabiana Bressano e a edição de fotografia de Camila Brunelli.

Uma história para não ser esquecida

Dia 5 de novembro, o rompimento da barragem do Fundão da empresa de mineração Samarco, em Bento Rodrigues, Mariana (MG), completará dois anos. O desastre ambiental, considerado pelos especialistas como o maior do Brasil, deixou um saldo de 19 mortes e afetou a vida de toda a comunidade local, que até hoje espera por promessas não cumpridas.

Programação

Local: Auditório do DGA (Diretoria Geral da Administração) da Unicamp.

14h30 – Abertura do evento
Carlos Vogt (coordenador do Labjor)
Ana Carolina de Moura Delfim Maciel (Cocen)
Simone Pallone (Nudecri/Labjor)
Graça Caldas (Labjor)

15h00 – Mesa-redonda de apresentação do livro
Graça Caldas
Adriana Menezes
Fabiana Grassano
Camila Brunelli

15h20 – Café

15h30 – Mesa-redonda “Os múltiplos efeitos de Mariana”
Efeitos ambientais: Carlos Joly (IB-Unicamp/Biota)
Efeitos sociais: Roberto do Carmo (IFCH/Nepo-Unicamp)
Efeitos de memória: Olga Von Simson (FE e Centro de Memória-Unicamp)
Efeitos na mídia: Mateus Parreiras (O Estado de Minas)

17h às 18h – Debate e encerramento

Evento do Facebook

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