Disciplinas oferecidas conjuntamente:
JC012/A
JC101/A
JC108/A
JC007/A
JC001/A

Arte, Ciência e Tecnologia


JC012/A | Arte, Ciência e Tecnologia
Docente: Profa. Dra. Susana Oliveira Dias
Horário: quarta-feira - 14:00-18:00
Local: Sala de Aula do Labjor


Semestres em que a disciplina foi oferecida: 2018 - 1º Semestre,

As confluências entre arte, ciência e tecnologia serão exploradas a partir da produção artística nacional e internacional, bem como as pesquisas que produzem formas de pensar tais confluências. O contato com os processos de criação artísticos e científicos visa permitir que os pós-graduandos adquiram maior intimidade com formas de abordagem, correntes de pensamento e posições teóricas distintas e/ou complementares no campo da divulgação científica e cultural.

Programa e Bibliografia

DISCIPLINA: JC012 ARTE, CIÊNCIA E TECNOLOGIA – 2018- (LABJOR-UNICAMP)
(60 horas)
Professora – Susana Dias (Grupo multiTÃO: prolifer-artes subvertendo ciências, educações e comunicações e Orssarara Atelier and Collective)

Projetos
– “Por uma nova ecologia das emissões e disseminações: como a comunicação pode modular a maisintensa potência de existir do humano diante das mudanças climáticas?” (CNPq).
– “Imediações aberrantes: processos de pesquisa-criação entre artes, ciências e filosofia para experimentação da comunicação como ecologia de afetos” (Pibic-Faepex)
– Revista ClimaCom: http://climacom.mudancasclimaticas.net.br/

PROPOSTA

“Perdemos o cosmos”. Esta frase do poeta Lawrence em Apocalipse, lançado em 1931, ressoa demodo intenso com as buscas desta disciplina. Sua atualidade, hoje, após 87 anos, traduz umprocesso de degradação catastrófico crescentemente acelerado, mensurado intensamente pelacomunidade científica das mais diversas áreas e exposto constantemente pelos mais diversos papéis-mídias (jornais, revistas, papel-tela-do-cinema, papel-multimídia, papel-tela-da-tv…). A desconexãodos humanos com a Terra tornou-se uma preocupação importante e tem movimentado o pensamentofilosófico e as produções artísticas, mobilizado operações que passam pelo diagnóstico e definiçãodos tempos que vivemos – Antropoceno, Mudanças Climáticas (comunidade científica), Fins-de-Mundos (Débora Danowski e Viveiros de Castro), Tempo das Catástrofes/Instrusão de Gaia(Isabelle Stengers), Capitaloceno (Andreas Malm e Jason Moore), Chthuluceno (Donna Haraway),Plantatioloceno (Ethnos, Dinamarca)… –, pela problematização e avaliação dos modos de vidainvolucrados no pensamento e na escrita e pela experimentação de novos modos de existênciaatravés das mais diversas “intervenções”, para usar uma palavra que a filósofa da ciência IsabelleStengers (2015) diz definir a proposta do seu livro “No tempo das catástrofes”. “Intervir”, diz ela,“requer certa brevidade, pois não se trata de convencer, e sim de transmitir para ‘aqueles a quemisso pode afetar’ o que nos faz pensar, sentir e imaginar”.

Logo, como insiste Donna Haraway, não se trata de nos identificarmos com um certo tempo/umaera/uma época, mas de um combate: “Penso que o nosso trabalho é fazer com que o Antropocenoseja tão curto e tênue quanto possível, e cultivar, uns com os outros, em todos os sentidos imagináveis, épocas por vir que possam reconstituir os refúgios”. Trata-se de um engajamentonecessário num combate incerto e vital: criar novos modos de narrar capazes de “reunir ascomplexidades e manter as bordas abertas e ávidas por novas e velhas conexões surpreendentes(CLIFFORD, 2013 apud Haraway, 2016)”. Um engajamento que passa pelo escrever e peloaprender com as coisas-seres-dos-mundos.

E “o problema do escrever”, nos diz Gilles Deleuze em seu livro Crítica e Clínica (2011), dedicadoa pensar-experimentar com a literatura, é “também inseparável de um problema de ver e ouvir” (p.9). Dito de outro modo, nossos modos de perceber e o funcionamento das imagens, palavras e sonsna comunicação fazem parte do problema da impotência e da expropriação das forças criativas dohumano que precisamos enfrentar. Imagens, palavras e sons não são apenas descrições erepresentações de um mundo que está fora delas, antes estão implicadas na gravidade das alteraçõesambientais e das violentas lógicas que atravessam as relações dos humanos com a Terra, com ascoisas-seres-dos-mundos (Dias; Rodrigues, 2015).

Como diz Alain Robbe Grillet, em Por um novo romance: ensaios sobre uma literatura do olharnos tempos da reificação (1969), “todos aqueles que decidem escrever um romance, decideminventar um homem”. Um convite a pensar que todo livro, tese, artigo, notícia, filme, vídeo,fotografia… reclama a criação de uma vida nova, envolve uma arte de pedir licença para escutaruma vida em nascença constante, para escutar a instauração de um novo modo de existência, e queafeta/intervém no modo de existir dos humanos (Souriau, 2017).

O que nos coloca a urgência de exercitarmos composições-pensamentos sensíveis num tom menor(filmes, ensaios fotográficos, performances, escritas etc.) para tornar possível o aparecimento dessesacontecimentos cósmicos. E isso só se pode fazer aprendendo com a Terra, num intensocompromisso e trabalho colaborativo com outros “terranos” (Latour, 2014), entrando no durotrabalho de composição de um comum que não está dado (Stengers, 2015; Latour, 2015). É preciso“fazer-como” (Deleuze & Guattari), ou tornar-fazer-com (Haraway, 2016), as florestas que ardem,as nuvens que desaparecem, o céu que cai, a terra ressequida, os rios soterrados, as populações semterritórios, os animais que morrem…

Não é suficiente escutar a “voz do outro”, “dizer sobre” essas catástrofes, nem “representar” essespovos. Não é possível ocupar o lugar do outro, antes é necessário abrir algo de vegetal, animal,mineral, aéreo, solar nesses novos modos de combate, nesses novos modos de escrever-pensar-pesquisar, ou seja, engajar-se na invenção de um novo homem, de uma potência de existir do humano. O que é o mesmo que dizer que é preciso criar alianças com as forças não-humanas esobrenaturais. E criar alianças é celebrar encontros inimaginados e imprevistos, é produzirparentescos aberrantes, proliferar filiações impossíveis, fazer florescer arranjos multiespécies ricos(Haraway, 2016). É “fazer pegar de novo – como se diz das plantas – a capacidade de pensar e agir juntos” (Stengers, 2017).

O que passa pela alteração de nossas matrizes perceptivas, por uma mudança radical em nossosmodos de ver, escutar, perceber as coisas-seres-dos-mundos. Um chamado a entrar num outro pontode vista, pelo qual simpatizamos, somos atraídos e que, ao mesmo tempo, nos devora e faz de nós edos outros, um outro do outro (Viveiros de Castro, 2015). Um chamado à experimentação, a“Devorarse os proprios ojos, una e outra vez, como princípio de composição”, como propõe ocineasta Sebastian Wiedemann (2016, p.9). Deixar-se povoar pelas coisas-seres-dos-mundos,deixar-se experimentar através de infinitas e caleidoscópicas relações com as coisas-seres-dos-mundos, entre os quais também estão seres ancestrais, entidades míticas e comunidades de forçasespirituais, como se aprende com os Yoruba. “Na nossa cosmovisão, uma árvore não é somenteaquilo que fisicamente vemos e chamamos árvore. A árvore de obi que está lá no Casarão é umespírito crescendo devagarzinho e/ou uma morada de espíritos, simbolizando ou encarnando certasrealidades espirituais”, como nos contam o babalorixá nigeriano Faseyi Awogbemi Dada e ialorixá epesquisadora Glória Freitas Dada (2018). Efetuar encontros que tenham a potência de “reabrir aquestão do mundo”, como propõe Emanuele Coccia “a partir da vida das plantas”. Para este filósofosomente “En frente ao mundo y la naturaleza que el hombre puede verdadeiramente pensar”(Coccia, 2016).

Já Deleuze e Guattari (1992) diziam que escrever-pensar-criar é sempre um caso de devir, de devir-animal, devir-criança, devir-mulher, devir-molecular, devir-imperceptível… E fazer devir é“acoplar-se com as forças não humanas que nos dragam para fora de nossa humanidade” (Ferraz,2015). Escrever-pensar-criar como quem brinca, como quem entra num estado de ludicidade, ondese torna capaz de captar a força do animal e da criança, que agem como intensificadores dasexperiências, produtores de mais valia de vida (Massumi, 2017). E se os devires são sempremenores, é porque não somos nós, os humanos, que mostraremos o caminho, mas talvez caminhospossam ser abertos em nós, em que os humanos se descobrem misteriosas passagens cósmicas. Équando, talvez, possamos perceber que a criação não pertence ao homem, antes ele se torna dignode ser um meio entre os meios, ser um meio de dar passagem ao caráter divino de qualquer criação.

O devir convida, ao mesmo tempo, à percepção de um fracasso da noção de humanidade e à reinvenção constante de um outro “nós” por meio de alianças. Alianças que interrompem e escapamao controle do humano, que convocam uma atenção constante à vida, que só se efetua com umdesvio das lógicas tristes: do julgamento, do ressentimento e do lamento (Lapoujade, 2013).Alianças que restituem a possibilidade de nos voltarmos àquilo que interessa, de inventarmos meiosde produzir pausas, silêncios, desacelerações nas lógicas dominantes que insistentementedeterminam e repõem a forma homem, um “nós” já dado. Abrir um Cosmos em escritas, vídeos,performances, ensaios fotográficos, oficinas, caminhadas, aulas… para libertar o humano de tudo oque o aprisiona, de tudo que permite que a tolice e a impotência o povoem. Livrar-se dahumanidade para realizar o irrealizável (Lapoujade, 2013).

É preciso levar a sério a formulação de que “Não estamos sós” (que Stengers formula (2017), masque está presente em tantas outras vozes, ressoa em tantos cantos), levar a sério um processo de“descolonização do pensamento” (Viveiros de Castro, 2015), levar a sério uma crítica aoantropocentrismo, à centralidade e excepcionalidade do humano, levar a sério uma crítica àxenofobia e ao etnocentrismo, em todos os níveis, âmbitos, gradientes e dimensões. Neste caso,numa disciplina dentro de um programa de Pós-graduação em Divulgação Científica e Cultural,trata-se de levar a sério essas críticas no âmbito da comunicação. E, para isso, é preciso inventarnovos modos de estar-junto das coisas-seres-dos-mundo, novas maneiras de aprender e dar atençãoàs coisas-seres-dos-mundos, novas possibilidades de pensar-escrever-criar que se lancem ao desafiocriar encontros entre heterogêneos, de celebrar encontros cósmicos por entre ciências, filosofia,artes, artesanatos, religiões… Isso porque criar esse estar-junto é um modo de resistirmos a nósmesmos e ao capitalismo, a todas as forças que nos querem débeis, temerosos e medíocres. Por issonão podemos abrir mão de nada que traga uma eficácia para um tornar junto.

Mas trata-se de um estar junto que não existia antes, em que não existimos como antes, em quecomunidades muito distintas, sob lógicas também distintas, se reúnem, em que nos abrimos a uma“conversa interes-telar entre estrelas bem desiguais, cujos devires diferentes formam um blocomóvel que se trataria de captar, um intervôo, anos-luz” (DELEUZE; PARNET, 1998, p.14).Abertura que eu defendo (desde minhas pesquisas de mestrado e doutorado) ter como espaço-tempoprivilegiado de experimentação o papel (Dias, 2008): o papel-livro, papel-fotografia, papel-revista,papel-tela-do-cinema, papel-pintura, papel-tela-do-computador, papel-tessitura-bordado…

O papel como uma superfície potencial de um pensamento-Terra, de uma experimentação-natureza,de uma escrita-vida, cujos limites não são as condições de uma época, as propriedades e estados dascoisas, mas os devires que desatam todo um novo campo perceptivo. O papel como um microlaboratório de montagens sensíveis, ateliê de uma conversação nômade, a cada vez diferente,capaz de esvaziar o que há de humano demais em nós e de nos lançar numa aventura infinita,povoada por um coletivo de forças sem nome. Um devir-qualquer-coisa do papel que coloca apossibilidade de que o papel possa, para além das apostas dominantes de repetir a vida, gerar umavida nova, além do visível, além do vivido, ou seja, ter vida própria. O papel como um tabuleirocósmico que nos expõe ao papelar, devorando qualquer possibilidade de guardar-nos no jogo dassintaxes pré-definidas e das gramáticas audiovisuais dominantes, porque a pergunta que o papel noscoloca é: como celebrar composições sensíveis que inventem um modo de estar-junto em tommenor? (Dias, 2017).

É para explorar esta questão que proponho nesta disciplina ganharmos intimidade com a floresta,termos a floresta como parceira de pensamento, escrita e produção audiovisual. Fazermos floresta“por outros meios” (Wiedemann). E, para isso, propus que a disciplina fosse dividida em trêsblocos: DA INTIMIDADE COM OS MATERIAIS; DO APRENDER A PENSAR COM A TERRA;DA ATENTIVIDADE E RE-LIGAÇÃO COM A MULTIPLICIDADE DE MODOS DEEXISTÊNCIA. Em cada bloco estão propostos encontros com pessoas que buscam entrar emrelação com a natureza (com ondas, árvores, seres espirituais etc.) através de procedimentosdistintos. Os artistas Sebastian Wiedemann (cineasta e pesquisador) e Eduardo Salzane (escultor epoeta), no primeiro bloco; o cientista David Lapola (coordenador do projeto Amazon face) nosegundo bloco; e o balalorixá nigeriano Faseyi Awogbemi Dada e, sua esposa, a ialorixá epesquisadora Glória Freitas Dada (da Religião Tradicional Yoruba) no terceiro bloco. Além dostextos produzidos pelos convidados, e ofertados a vocês para leitura, escolhi quatro livros queconheci recentemente, e que me colocam numa situação de uma certa vulnerabilidade corajosa juntoa vocês, porque não são livros que tenha trabalhado intensamente nos últimos anos, mas sim livrosque quero aprender a estudar junto: O livro das sonoridades, de Silvio Ferraz; La vida de lasplantas, de Emanuele Coccia; O que os animais nos ensinam de política?, de Brian Massumi; Losdiferentes modos de existência, de Étienne Souriau. Na bibliografia complementar, que denominei“Bibliografia ativadora de relações” estão, por sua vez, textos que tenho estudado nos últimos anose que serão movimentadoras de conexões com os quatro livros propostos. Tais leituras serãoexperimentadas nas aulas não apenas através de uma conversa/debate mas por meio da invenção depassagens incessantes entre o ler-falar-escrever-desenhar-pintar-costurar-tecer etc. Uma aposta nanecessidade de colocarmos o corpo para pensar, de fazer corpo com as coisas-seres-do-mundo, umaaposta que levamos a sério em nosso grupo de pesquisa do Labjor-Unicamp, o multiTÃO, no ateliêOrssarara, que eu e Sebastian Wiedemann coordenamos, e na revista ClimaCom, o nosso principalprojeto atualmente. Uma aposta de quem trabalha com comunicação-divulgação, para quem só faz
sentido uma ideia de leitura ligada à escrita (ler é escrever), assim como uma ideia de escritaexpandida, que passa não apenas pelas palavras, mas pelos mais diversos materiais eprocedimentos, pelos mais diversos problemas.

Um escrever (seja por imagens, palavras, sons, tintas, corpos…) que aqui, nesta disciplina, busca seafetar pelos não-humanos – uma ênfase muito importante hoje dos estudos de ciência e tecnologia,nos estudos multiespécies, nas chamadas linhas de pensamento pós-humanistas. Trata-se de ganharintimidade com a floresta, conviver com as coisas seres do mundo, e correr o risco de ser devoradopor eles. Co-evoluir perto-dentro-junto às florestas, em que nada está só e tudo se converte numacomplexidade viva, numa multirelacionalidade em constante transformação, transmutação. Trata-semenos de pensar em comunicar a floresta, como se ela já estivesse dada e estática, e mais um entrarem comunicação com uma floresta que está em constante formação e movimento. Talvez, assim,quem sabe, nos tornemos dignos que de a floresta entre em comunicação conosco, sejamos dignosde que ela prolifere por escritas, imagens, sons, numa nova e original emoção, em novos modos deexistir e afetar.

BLOCO I – DA INTIMIDADE COM OS MATERIAIS
AULA 1
07/03 Labjor-Unicamp (14 às 17h) – Vida, papel e acontecimento: do ter a floresta como parceira de escrita, pensamento e produção audiovisual
Apresentação do programa da disciplina ou de como fazer do papel um laboratório-ateliê de composições sensíveis, aberto a ecologias de emissões e disseminações aberrantes, capazes de ativar conexões potentes e eficazes entre as coisas-seres-do-mundo.
Mesa de trabalho 1: Floresta de papel

HARAWAY, Donna. Antropoceno, Capitaloceno, Plantationoceno, Chthuluceno: fazendo parentes. Trad. Susana Dias,Ana Godoy e Mara Verônica. ClimaCom – Vulnerabilidade, ano 3, n.5, abr. 2016, pp. 139-148. Disponível em:http://climacom.mudancasclimaticas.net.br/wp-content/uploads/2014/12/dossie_climacom_vulnerabilidade.pdfLAWRENCE, D. H. Caos em poesia. Trad. Vladimir Garcia. Florianópolis: Cultura e Barbárie, Verão de 2016.STENGERS, I. Reclaiming Animism. E-Flux, N36. 2012. Disponível em: http://chaodafeira.com/wp-content/uploads/2017/05/caderno-62-reativar-ok.pdf

14/03 sem aula

21/03 Labjor-Unicamp (14 às 17h) – PARTE I- Re-escritas, escritas expandidas e escritas cinematográficas

PARTE I – 9 às 12 – apresentação do projeto expandido “Ondas”
PARTE II – 14 às 17 – Projeção do filme experimental: “Sleep Has Her House” de Scott Barley
(90min) e oficina de escrita cinematográfica
Artista Convidado – Sebastian Wiedemann

WIEDEMANN, S. Ondas: Um experimento em pensamento-cinema. Notas para uma poética da imanência. UFF: Rio de Janeiro, 2015. Disponível em: <https://www.academia.edu/25369780/Ondas_Um_experimento_em_pensamento-cinema._Notas_para_uma_po%C3%A9tica_da_iman%C3%AAncia._2015_>

FERRAZ, Silvio. Livro das sonoridades. [notas dispersas sobre composição] – um livro de música para não-músicos ou de não-música para músicos. Rio de Janeiro: 7Letras, 2005. Disponível em: <https://www.academia.edu/7779315/Livro_das_Sonoridades>

ATIVIDADE EXTRA – 25/03 19h às 20h30 Cinemateca Brasileira – Palestra “A vida das plantas | Emanuele Coccia” – Feira Plana
Endereço: Largo Sen. Raul Cardoso, 207 – Vila Clementino, São Paulo
Site: http://www.feiraplana.org/programacao-lineup

28/03 Labjor-Unicamp (14 às 17h) –
Labjor-Unicamp (14 às 17h) – Do papel como berçário de florestas em tom menor
Mesa de trabalho 2: O livro, o chão da floresta: criar um refúgio de experimentação contínua de sistemas em desequilíbrio. Construção artesanal dos livros-cadernos com papéis reutilizados que serão usados em todas as aulas em produções de escrita, desenho, pintura etc.

04/04 Centro Cultural Casarão do Barão (9 às 17h) – Autômatos poéticos em madeira: intensificadores de experiências mínimas, ou de como tornar-se digno de seguir as árvores
Artista Convidado – Eduardo Salzane
https://virtuwall.wordpress.com/portfolio/eduardo-salzane/
https://www.facebook.com/automatosdusalzane

BLOCO II – DO APRENDER A PENSAR COM A TERRA
11/04 Labjor e praça (a definir) (14 às 17h) A vida das plantas como laboratório especulativo de um estar-imerso-no-mundo
Mesa de trabalho 3: a ser proposta por um grupo de alunos (coloquem os nomes de vocês)

COCCIA, Emanuele. La vida de las plantas. Una metafísica de la mixtura. Trad. Gabriela Milone. Rev. Fabián Ludueña Romandini. Buenos Aires: Miño y Dávila Editores, 2017. (p.15-p.76)

18/04 Labjor e praça (a definir) (14 às 17h) Do ser digno do sol, da terra e da água: ou da capacidade de fazer-mundos
Mesa de trabalho 4: a ser proposta por um grupo de alunos Rodrigo Reis (coloquem os nomes de vocês)
COCCIA, Emanuele. La vida de las plantas. Una metafísica de la mixtura. Trad. Gabriela Milone. Rev. Fabián Ludueña Romandini. Buenos Aires: Miño y Dávila Editores, 2017. (p.77-p.122).

24/04 (18 às 21h) Oficina no Edicc 2018 – Encontro de Divulgação de ciência e cultura

25/04 (14 às 17h) – Não haverá aula – Edicc

02/05 Labjor-Unicamp (14 às 17h) – Projeto Amazon Face: dos modos como os cientistas ganham intimidade com a floresta
LAPOLA, David. CONSEQUÊNCIAS DAS MUDANÇAS CLIMÁTICAS GLOBAIS NOS BIOMAS DA AMÉRICA DO SUL: UM MODELO DE VEGETAÇÃO POTENCIAL INCLUINDO CICLO DE CARBONO. São José dos Campos: INPE, 2007. Disponível em: http://mtc-m16b.sid.inpe.br/col/sid.inpe.br/mtc-m17@80/2007/04.25.18.15/doc/publicacao.pdf
LAPOLA, David. OVAMA, Marcos D.; NOBRE, Carlos A. Exploring the range of climate biome projections for tropical South America: The role of CO2 fertilization and seasonality. GLOBAL BIOGEOCHEMICAL CYCLES, VOL. 23, GB3003, doi:10.1029/2008GB003357, 2009. pp 1-16.
LAPOLA, David et all. Pervasive transition of the Brazilian land-use system. Nature Climate Change. PUBLISHED ONLINE: 20 DECEMBER 2013 | DOI: 10.1038/NCLIMATE2056. Pp. 27-35.
LAPOLA, David; Richard J. Norb y. Amazon Face Project. Assessing the effects of increased atmospheric CO 2 on the ecology and resilience of the Amazon forest. Brasília: Ministério de Ciência, Tecnologia e Inovação- MCTI, 2014.

09/05 – Não haverá aula

16/05 Centro Cultural Casarão (9 às 17h) Política animal: o apetite pela vida, o eterno mordiscar o novo e a afetividade do brincar
Mesa de trabalho 4: Escrever como se fossemos descendente de aranhas e insetos
Exibição do filme: Territórios do brincar, de Renata Meirelles e curtas dos Irmãos Quay
MASSUMI, Brian. O que os animais nos ensinam sobre política? Trad. Francisco Trento e Fernanda Mello. São Paulo, n-1, 2017. pp.188

BLOCO III – DA ATENTIVIDADE E RE-LIGAÇÃO COM A MULTIPLICIDADE DE MODOS DE EXISTÊNCIA
23/05 Labjor-Unicamp (14 às 17h) Quando uma existência são todas as existências
Mesa de trabalho 5: a ser proposta por um grupo de alunos(coloquem os nomes de vocês)
SOURIAU, Étienne. Los diferentes modos de existência/ Étiene Souriau. prefácio de Bruno Latour e Isabelle Stengers, 1a.ed volume combinado. Ciudad autônoma de Buenos Aires: Catus, 2017. (p.7-p.105)

30/05 Labjor-Unicamp (14 às 17h) Quando existir é fazer existir, é tornar real o que existe
Mesa de trabalho 6: a ser proposta por um grupo de alunos (coloquem os nomes de vocês)
SOURIAU, Étienne. Los diferentes modos de existência/ Étiene Souriau. prefácio de Bruno Latour e Isabelle Stengers, 1a.ed volume combinado. Ciudad autônoma de Buenos Aires: Catus, 2017. (p.106-p.225)

06/06 Labjor-Unicamp (14 às 17h) Instaurar novos modos de existência

SOURIAU, Étienne. Los diferentes modos de existência/ Étiene Souriau. prefácio de Bruno Latour e Isabelle Stengers, 1a.ed volume combinado. Ciudad autônoma de Buenos Aires: Catus, 2017. (p.106-p.225)

13/06 Centro Cultural Casarão de Barão
(11 às 12h) Dialogando com a semente de obi ou a floresta: Um convite para conhecer um pouco da nossa Tradição Religiosa e Cultura Yoruba
Ritual com Faseyi Awogbemi Dada e Glória Freitas. Faseyi Awogbemi Dada é Babalorisa doTemplo de Obatala em Ile Ife. Vive e trabalha como Sacerdote Yoruba, Coach Espiritual e herbaristano Brasil. Faz palestras e cursos para os brasileiros. Mantém a pagehttps://www.facebook.com/igboItapaIleIfe/. Glória Freitas é Doutora em Educação Brasileira,iniciada na Religião Tradicional Yoruba, esposa de Faseyi, é membro do Templo de Obatala de Ile Ife.

FASEYI, Dhadar; FREITAS, Glória. Dialogando com a semente de obi ou a floresta: Um convite para conhecer um pouco da nossa Tradição Religiosa e Cultura Yoruba. 2017. 9 p.

(14 às 17:00) conversa com Faseyi e Glória eescrita a partir do encontro. Mostra dos livros-cadernos-florestas criados durante o semestre.

Bibliografia ativadora de relações
APARICIO, Miguel. As duas velocidades na floresta de Kohn. Revista de Antropologia da UFsCar. R@U, 7 (1), jan./jun. 2015: 248-256. Disponível em: https://pt.scribd.com/document/351887097/As-duas-velocidades-na-floresta-de-Kohn-pdf
BORDELEAU, Erik. ́In Dream you can ́t take control ́: O cinema como sonho e meio da alma. In: WIEDEMANN, Sebastian; INCARBONE, Florencia. La radicalidad de la imagen. Des-bordandoLatitudes Latinoamericanas. Sobre alguns modos de cine experimental, 2016, pp. 109-120. Disponível em: https://www.academia.edu/31466884/La_Radicalidad_de_la_Imagen_Des-bordando_latitudes_latinoamericanas._Sobre_algunos_modos_del_cine_experimental._2016_
DANOWSKI, Déborah; VIVEIROS DE CASTRO, Eduardo. Há mundos por vir? Ensaio sobre osmedos e os fins. Desterro [Florianópolis]; Cultura e Barbárie; Instituto Socioambiental, 2014. 176p.
DIAS, Susana. Papelar o pedagógico…: escrita, tempo e vida por entre imprensas e ciencias. [Tesede doutorado]. Faculdade de Educação. Unicamp, Campinas, 2008.
DIAS, Susana. Como celebrar encontros cósmicos com as ciências? In: BRITO, Maria dos Remédios; SANTOS, Helane. Variações deleuzianas: educação, ciência, arte e… Disponível em: https://www.academia.edu/34230554/Como_celebrar_com_as_ci%C3%AAncias_encontros_c%C3%B3smicos
DIAS, Susana; WIEDEMANN, Sebastian. (a)mares e ri(s)os infinitos: a catástrofe de estar juntosdiante da finitude. Revista ComCiência, dossiê 194, dez2017-jan2018. Disponível em: http://www.comciencia.br/amares-e-risos-infinitos-catastrofe-de-estar-junto-diante-da-finitude/
DIAS, Susana; RODRIGUES, Carolina. Movimentos especulativos em torno de bioindicadores demídias e mudanças climáticas ou de como dar ao humano a mais intensa potência de existir. RECIIS – Rev Eletron de Comun Inf Inov Saúde. 2015 out.-dez.; 9(4) |[www.reciis.icict.fiocruz.br] e-ISSN 1981-6278. Disponível em: https://www.arca.fiocruz.br/bitstream/icict/17073/2/3.pdf
DELEUZE, G. Imanência: uma vida. Trad. Tradução de Tomaz Tadeu. Educação e realidade, vol.27,n.2,jul-dez2012.Disponívelem:http://seer.ufrgs.br/index.php/educacaoerealidade/article/view/31079/19291
DELEUZE, Gilles. Crítica e clínica. Trad. Peter Pál Pelbart. São Paulo: Ed. 34, 1997. 208p.
DELEUZE, Gilles; GUATTARI, Fèlix. Mil platôs – capitalismo e esquizofrenia. Trad. De AurélioGuerra e Célia Pinto Costa. Rio de Janeiro: Ed 34, vol1., 1995, 96p. (Coleção TRANS).
DELEUZE, Gilles; GUATTARI, Fèlix. Mil platôs – capitalismo e esquizofrenia. Trad. De AurélioGuerra e Célia Pinto Costa. Rio de Janeiro: Ed 34, vol4., 1995, 96p. (Coleção TRANS).
DELIGNY, Fernand. O aracniano e outros textos. Trad. Lara de Malimpensa. São Paulo: n-1edições, 2015.
van DOOREN, Thom; KIRKSEY, Eben; MÜNSTER, Ursula. Estudos multiespécies: cultivandoartes de atentividade. Trad. Susana Oliveira Dias. ClimaCom [online], Campinas, Incertezas, ano.3, n. 7, pp.39-66, Dez. 2016. Available from: http://climacom.mudancasclimaticas.net.br/?p=6417
GOMES GRUBER, J. (Org.) O livro das Árvores. Benjamin Constant : Organização Geral dosProfessores Ticuna Bilíngües, 1997.
INGOLD, Tim. Lines. Una breve historia. Barcelona: Gedisa Editorial, 2015.
KOHN, Eduardo. How forests think: toward an anthropology beyond the human. Berkeley:University of California Press, 2013. 267 p. http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0104-71832015000100411
LATOUR, Bruno. Para distinguir amigos e inimigos no tempo do Antropoceno. Revista de antropologia. v. 57, n. 14, 21p, 2014. Disponível em: http://www.revistas.usp.br/ra/article/view/87702/90680
LATOUR, Bruno. ¿El cosmos de quién? ¿Qué cosmopolítica? In: Comentarios sobre los términosde paz de Ülrich Beck. Rev Pléyade. Dossier Cosmopolíticas. 14; 2015. Disponível em: http://www.caip.cl/wp-content/uploads/14-Latour.pdf
LAPOUJADE, David. As existências mínimas. Trad. Hortência Santos Lencastre. São Paulo, n-1,2017.
LAPOUJADE, David. Potências do tempo. Trad. Hortênsia Santos Lencastre. São Paulo: n-1,2013. (Série future art base).
LAWRENCE, D. H. Caos em poesia. Trad. Vladimir Garcia. Florianópolis: Cultura e Barbárie,Verão de 2016.
LAWRENCE, D. H. Apocalipse seguido de O homem que morreu. Trad. Paulo Henrique Britto.
Pref. Laymert Garcia dos Santos. São Paulo: Companhia das Letras, 1990.
MYERS, Natasha. Conversations on Plant Sensing. Notes From the Field. NatureCulture 2015,pp. 35-66. Disponível em: http://topologicalmedialab.net/wp-content/uploads/2014/11/MyersConversationsOnPlantSensingAugust31Distribution1.pdf
SIMONDON, Gilbert. Sobre la tecnica: 1953-1983 1a. Ed. Ciudad Autônoma de Buenos Aires:Cactus, 2017, 448p.
STENGERS Isabelle. La propuesta cosmopolítica. Rev Pléyade. Dossier Cosmopolíticas.14; 2014.[citado 7 out 2015]. Disponível em: http://www.caip.cl/wp-content/uploads/14-Stengers.pdf
STENGERS, Isabelle. No tempo das catástrofes – resistir à barbárie que se aproxima. Trad. Eloisa Araújo Ribeiro. São Paulo: Cosac Naif, 2015. 160p.
VIVEIROS DE CASTRO, Eduardo. A Floresta de cristal. Notas sobre a ontologia dos espíritosamazônicos. Cadernos de Campo, N14/15. Sao Paulo: USP, 2006.
VIVEIROS DE CASTRO, Eduardo. Metafísicas canibais. Elementos para uma antropologia pós-estrutural. São Paulo: Cosac Naif, 1a ed., 2015. 288p.
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WORMAN, Dion. Uma introdução ao pensar como uma floresta. Disponível em: http://files.cargocollective.com/556035/FLORESTA.pdf

Ver mais em: https://permacultureglobal.org/users/3736-dion-workman

Artistas que movimentam inter-esses nesta disciplina

Apichatpong Weerasethakul
Eduardo Salzane
Edith Derdyk
Geoffrey Farmer
Hilma af Klint
Irmãos Quay
Joseph Beuys
Sebastian Wiedemann
Walmor Corrêa

Palestras em vídeo
STENGERS,Isabelle. Cosmopolitics: Learning To Think With Sciences, Peoples And Natures

https://www.youtube.com/watch?v=1I0ipr61SI8

Exposições
“Disappearing Legacies: The World as Forest”
http://www.art-agenda.com/reviews/%E2%80%9Cdisappearing-legacies-the-world-as-forest%E2%80%9D/#.Wr_CMeEzhnA.facebook

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