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Entidades questionam obra de revitalização de praça em Sevilha
Rafael Evangelista
Em documento intitulado “Manifesto cidadão por uma praça da Encarnação para todos”, diversas entidades ambientais, de moradores e de defesa do patrimônio histórico questionam o projeto intitulado Metropol-Parasol, de intervenção na Praça da Encarnação, em Sevilha, Espanha. De acordo com essas entidades, o projeto tem problemas legais, de concepção de mercado e agride o patrimônio arqueológico.

De autoria do arquiteto alemão Jurgen Mayer, o projeto Metropol-Parasol foi vencedor de um concurso para projetos de revitalização da Praça da Encarnação convocado pela Gerência de Urbanismo da cidade. De acordo com o arquiteto, o projeto explora o potencial da Praça da Encarnação de se tornar um novo centro urbano contemporâneo. (...) O esquema “Metropol Parasol” com suas estruturas em forma de cogumelo hospeda um sítio arqueológico, um mercado para os agricultores, uma praça elevada, múltiplos bares e restaurantes abaixo e dentro dos guarda-sóis (parasols), assim como um terraço panorâmico no topo dos guarda-sóis”.

O projeto de construção dessa estrutura de metal já foi alterado, depois de diversas reclamações. A idéia agora é fazê-la de madeira. A altura da obra, que ultrapassava 31 metros, também foi reduzida, de maneira a que não supere o tamanho dos prédios da região.

Mas as diversas entidades que assinam o manifesto não acham que a construção em madeira resolverá o problema. “A substituição do cobre, inadequado para a cidade, por madeira, supõe um intenso corte de árvores em algum lugar do planeta”, é um dos questionamentos que colocam ao projeto. A praça é um grande sítio arqueológico, formado por ruínas de uma basílica e de casas romanas, e este seria afetado com a construção das bases dos grandes “guarda-sóis”. Além disso, afirmam que o projeto “não prevê nenhum programa museográfico para os restos arqueológicos”.

Leia o manifesto aqui

Aqui, uma visão aérea da praça

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