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Governo britânico transforma abrigo anti-nuclear em museu
Tiago Soares
10/04/2006

O English Heritage, órgão do governo britânico para proteção do patrimônio histórico, comunicou a abertura ao público, a partir do mês de maio, de museu dedicado à memória do país durante a Guerra Fria. Localizado nos arredores de York, o Royal Observer Corps 20 Group Headquarters é um bunker anti-atômico mantido, durante décadas, em prontidão para um eventual ataque nuclear contra o Reino Unido.

O abrigo semi-subterrâneo, também conhecido pelo apelido “Templo Asteca”, teve investidos em sua restauração cerca de 240 mil libras esterlinas. O trabalho de recuperação do bunker, feito com o auxílio de fotos da época em que se encontrava operacional, pretende oferecer aos visitantes uma idéia vívida da reação do país à corrida nuclear.

Ostentando vários utensílios originais, entre mapas da época, dispositivos anti-radiação, e livros de diário, o bunker era capaz de abrigar, na eventualidade de um infeliz holocausto nuclear, 60 pessoas, por até duas semanas. Mais que um local de proteção contra a radiação a fortaleza era, também, um centro de processamento de dados – era responsável por calcular, a partir de informação coletada por vários sub-bunkers espalhados em outras localidades, projeções quanto aos danos causados pela irradiação em partes do país.

Mantido operacional entre 1961 e 1991, o abrigo foi escolhido pelo English Heritage para se tornar museu em 2000. Outros bunkers, porém, não tiveram a mesma sorte. No meio da década de 1990, o Ministério da Defesa britânico chegou a vender instalações da época da Guerra Fria, o que resultou em abrigos anti-nucleares transformados em clubes noturnos, estúdios de gravação de áudio e centros de processamento de dados, entre outros.

O número de instalações anti-nucleares construídas no Reino Unido é de 1.561, mas poucos foram semi-subterrâneos como o de York, apenas 12.

As visitas à atração são disputadas -- passeios devem ser marcados com, no mínimo, um mês de antecedência.

O Brasil, se não oferece museus destinados à memória da Guerra Fria, tem boas opções para quem se interessa pela Segunda Guerra Mundial -- conflito que, afinal, foi o grande estopim da tensão entre EUA e URSS. O Museu da FEB, no Rio de Janeiro, e o Museu do Expedicionário, em Curitiba, são alguns dos museus nacionais que trazem em seus acervos armas, utensílios e documentos ilustrando a participação brasileira na Segunda Grande Guerra.

Mais informações sobre o Royal Observer Corps 20 Group Headquarters em http://www.english-heritage.org.uk/server/show/ConWebDoc.6027

Mais informações sobre o Museu da FEB e outros museus militares do Rio de Janeiro em http://www.rio.rj.gov.br/riotur/pt/guia/?Canal=189

Mais informações sobre o Museu do expedicionário em http://www.pr.gov.br/seec/cultura6.html



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