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Diretora de museu em Madri admite falhas estruturais em anexo recém-inaugurado
Tiago Soares
03/04/2006

Em sabatina frente à Comissão de Cultura do Congresso espanhol, Ana Martínez de Aguilar, diretora do Museu Rainha Sofia, em Madri, admitiu a existência de problemas estruturais nas recentes obras de ampliação feitas na instituição. Inaugurado em setembro de 2005, o anexo, um projeto do polêmico arquiteto francês Jean Nouvel, apresentava problemas de vedação, resultando em goteiras que colocavam em risco as obras em acervo.

A desconfiança sobre as falhas construtivas no anexo do Rainha Sofia vinha, pelo menos, desde agosto do ano passado, quando goteiras atingiram quadro de um dos mestres do cubismo espanhol, Juan Gris. Apesar dos danos causados pela infiltração, a obra em questão, Frutero y periódico (Fruteira e jornal, em português), datada de 1920, conseguiu ser restaurada com sucesso.

O ocorrido não é o único que coloca em xeque a direção do Rainha Sofia. O museu vem sendo também questionado pelo sumiço, em janeiro deste ano, de uma escultura de 38 toneladas de autoria deRichard Serra, misteriosamente desaparecida do depósito onde estava armazenada.

Inaugurado em 1992, originalmente instalado num edifício do século XVIII, o Museu Nacional Centro de Arte Rainha Sofia tem em seu acervo permanente obras-chave da arte moderna, e é considerado um dos principais da Europa dedicado ao estilo – Juan Gris, Salvador Dalí, Juan Miró e Pablo Picasso (campeão de visitações da instituição, com Guernica) são alguns dos nomes presentes em sua coleção.

O projeto de ampliação do museu, iniciado em 2001, de aproximadamente 30.000 metros quadrados, aumentou em cerca de 60% sua área para exposições, ao custo total de 92 milhões de euros – 22% a mais do que o originalmente orçado. Números que, astronômicos, não impediram, nas palavras de Martinez de Aguilar aos parlamentares espanhóis publicadas no diário La Razon, "a existência de certas deficiências estruturais no desenho (a cargo de Nouvel) e na execução de sua cobertura (pela construtora Ute-Dacars), além de no sistema de escoamento de água”. Problemas que, garante a diretora, são já totalmente sanados.

Esta não é o primeira controvérsia que traz a assinatura de Jean Nouvel. O arquiteto é, também, autor de desenho arquitetônico para o polêmico (e abortado) projeto que negociava uma filial do Museu Guggenheim (de Nova Iorque) no Rio de Janeiro.

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