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Patrimônio, educação e memória no desenvolvimento de Duque de Caxias
O Laboratório de Educação Patrimonial da Universidade Federal Fluminense e a 6a Superintendência Regional do Iphan promovem, em 9 de novembro, a oficina "De Igreja da Fazenda de São Bento a núcleo agrícola: patrimônio, educação e memória no desenvolvimentos de Duque de Caxias". No evento, que é parte do programa "Oficina de Estudos da Preservação", os professores abordarão desde aspectos relativos ao passado pré-histórico e histórico da fazenda de São Bento e sua transformação em Patrimônio Histórico Nacional, às memórias dos remanescentes do Núcleo Colonial e aos projetos educativos desenvolvidos.

Na segunda metade do século XVIII, nas terras da Fazenda de São Bento foram erigidos a Igreja de Nossa Senhora do Rosário e o Mosteiro, administrados pelos monges beneditinos. Essas construções constituem-se importantes espaços para se analisar a ocupação e a economia da região, pois, além de terem sido o núcleo da fazenda, serviram, durante séculos, de local de "pousio" para os viajantes que iam e vinham da Capitania das Minas.

Em 1937, quando pertencia Governo ao Federal, parte das terras da fazenda foram incorporadas aos projetos varguistas para a região. Lá o governo instalou o Núcleo Colonial de São Bento e incentivou sua ocupação por migrantes das mais variadas regiões do Brasil. Esses migrantes se incorporaram à paisagem local e construíram referências sociais e familiares relacionadas ao patrimônio que, em 1957, foi tombado pelo Iphan.

Nos anos 1990, foram identificados vestígios de populações nativas que ocupavam a região antes da chegada dos europeus. Frente a esta riqueza do passado e às relações que os moradores do núcleo estabeleceram, na contemporaneidade, instituições de pesquisa e ensino, juntamente com o poder publico municipal de Duque de Caxias têm desenvolvido projetos com alunos e com a comunidades que buscam valorizar este patrimônio. Os projetos atingem variados segmentos e abordam questões relacionadas à vida e ao cotidiano das populações nativas, às características arquitetônicas das construções, à importância econômica da fazenda para o Rio de Janeiro e às memórias dos remanescentes do Núcleo Colonial.

Esses projetos se desenvolvem na forma de cursos, exposições, palestras, produção e apresentação de vídeos, elaboração de entrevistas, coleta de material iconográfico e depoimentos dos moradores e visitantes que, de alguma forma, se relacionam com o local.

Local: Av. Rio Branco, 46 - Centro - Rio de Janeiro - RJ

Entrada franca

Mais informações podem ser obtidas pelo telefone (21) 2203-3145

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