UFMG mostra como atua para ampliar a cultura científica da comunidade

terça-feira 24 de novembro de 2009.
 
“Nossa missão é estabelecer uma conexão entre a cultura científica e a sociedade, considerando o conhecimento científico e tecnológico produzido dentro e fora da universidade”, diz Jessica Norberto Rocha, do Centro de Difusão da Ciência da UFMG, no Foro Iberoamericano de Comunicação e Divulgação Científica, realizado na Unicamp.

“Nossa missão é estabelecer uma conexão entre a cultura científica e a sociedade, considerando o conhecimento científico e tecnológico produzido dentro e fora da universidade, e sempre levando em conta o grande potencial da ciência de possibilitar o desenvolvimento da sociedade”, explica Jessica Norberto Rocha, coordenadora pedagógica do Centro de Difusão da Ciência (CDC) da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), durante sua apresentação no Foro Iberoamericano de Comunicação e Divulgação Científica, realizado na Unicamp.

Criado em 2006 e vinculado à Pró-Reitoria de Extensão da UFMG, o CDC desenvolve uma série de atividades voltadas para a difusão e popularização científica e tecnológica no estado de Minas Gerais. Segundo Rocha, o CDC se propõe a atuar em diversas áreas da divulgação, envolvendo “atividades acadêmicas na universidade em praticamente todas as áreas, várias faculdades, institutos e departamentos, sistema de ensino da educação primária, da educação básica com alunos e professores e a comunidade em geral”.

De acordo com ela, o projeto mais importante do CDC hoje é o Museu Itinerante Ponto que, localizado em uma unidade móvel, possibilitando o atendimento de escolas e cidades do interior, é um projeto pioneiro no estado de Minas Gerais. “Em cima desses questionamentos, ponto de entrada, ponto de saída, ponto de interrogação, ponto de exclamação, a gente vai trabalhar ciência e tecnologia em diversas comunidades, principalmente para escolas e professores de educação básica”, explica Rocha.

A ideia do Museu Itenerante Ponto é focar o tema ciência de forma abrangente, através de uma exposição a ser montada nas diversas cidades por onde o museu passar. “O Museu Itinerante tem um eixo central, que é água, terra, vida e homem, e dentro desses temas ele trabalha várias áreas. Por exemplo, dentro do tema terra, a gente trabalha com geologia, com astronomia. Dentro do tema homem, a gente trabalha com a engenharia, com a computação, que é o desenvolvimento científico e tecnológico do homem, mas a gente também trabalha com a área da biologia e da medicina, que é o corpo do homem, o homem como ser único”, completa a pesquisadora. Em cada cidade, o museu vai ficar de três a quatro dias, cobrindo duas cidades por mês.

Dentro de seu primeiro eixo de atividades, o CDC também desenvolve mais outros dois projetos com museus, o Museu de Morfologia e o Museu de História Natural, onde atividades interativas são desenvolvidas em áreas que incluem morfologia, ecologia e educação ambiental. Além dos museus, o CDC organiza uma série de outras atividades voltadas para a divulgação científica e tecnológica para todas as faixas etárias, que envolvem a organização de visitações às instalações da universidade, com atividades organizadas pelos alunos do Colégio Técnico e Centro Pedagógico (UFMG jovem), a organização de feiras de ciências da educação básica, a formação e atualização de alunos de graduação e professores para divulgação científica e a organização de eventos científicos abertos ao público. Outras informações sobre os projetos e atividades podem ser encontradas no site do CDC: http://www.ufmg.br/proex/cdc/.

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