Aglomerações, trânsitos, fluxos de textos, imagens, sons, vídeos numa proposta de laboratório aberto. Um experimentar contínuo de jogos com/pelas ciências, imagens, palavras e sons. Lances por entre ruas, biotecnologias, vida e política. Dê seu lance, envie suas criações e/ou entre em contato: multitaocorrespondance@ gmail.com
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Postado em 27/setembro/2011 por admincalcadao.
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*ordenação arbitrária, feita pelo editor.
Postado em 15/agosto/2011 por admincalcadao.
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Postado em 1/maio/2011 por admincalcadao.
Categorias: Etc.
Cena 1: a palavra tenta dançar
Et un, deux -
“A Dança” não é
trois et quatre-
a realidade nua do balé
Et un, deux…
A Dança é
plus fort!
um filme contorcendo-se.
et trois
lenta
et un
mente
et deux
realidade vestida de lento
et trois e quatre! Pas bien!
A Dança não é
Voilà! Un, deux –
realidade
et trois
ou dança
et um et deux et trois
é cada passo é cada falso
et deux et trois
é cada passo cada acaso
et quatre
ao seu lento. em ruína.
Cena 2: consegue não
* Sheyla Smanioto Macedo, aluna de Estudos Literários (Unicamp). Participa do projeto “Escritas, imagens e ciências em ritmos de fabul-ação: o que pode a divulg-ação científica?” (MCT/CNPq Nº 14/2009) e dos grupos de estudos “multiTÃO: prolifer-artes sub-vertendo ciências e educações” (Unicamp-CNPq) e “Grupo de Estudos Blanchotianos e de Pensamento do Fora” (UnB-CNPq). Blog: http://sheylas.wordpress.com
Postado em 1/maio/2011 por admincalcadao.
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«A Dança» é mais que mais um documentário de Wiseman ou um filme sobre balé. É um espetáculo de dentro para fora. Da realidade nua e crua da criação para o palco. Como tudo acontece no Le Ballet de L’Opera de Paris.
O filme pretende nos prender com tomadas longas e estáticas de bastidores, ensaios coreografados e apego à detalhes cheios de significados, pondo-nos como testemunhas do nascimento de um recital de balé, onde os rangidos dos pés no tablado de madeira ditam ritmos e nos intimam.
Alegorias a parte, o diretor nos convida a dividir com ele esse segredo. O que nos reservam os camarins da Ópera de Paris? Como os bailarinos conseguem com tanta naturalidade, movimentos e sincronia tão perfeitos? Que profissionais são necessários e qual a importância deles no processo?
Desde os apliques no colante da bailarina à iluminação do palco, vemos no filme toda a homogeneidade da obra em peças separadas de um quebra-cabeça. Todas as repetições exaustivas e hipnotizantes convergindo à perfeição.
Faz parte do papel de um bailarino incorporar o personagem. Como diz um dos coreógrafos: “o bailarino é ao mesmo tempo o cavalo de corrida e o seu jockey”. Além de incessantes e imperceptíveis correções é necessário estudar expressões cênicas e desenvolver idéias. Cada movimento conta um pedaço da história e tem seu propósito.
Enxerga-se o paradoxo dessa carreira. Da busca pelo reconhecimento à luta contra a crueldade do tempo. Enquanto isso, os diretores da escola junto aos coreógrafos estudam como serão as apresentações. Decide-se quem dança e quem não dança. E ainda há todos os aspectos técnicos e burocráticos. Há toda uma hierarquia a ser seguida. O dinheiro circula.
O filme surpreende ao revelar beleza no mais frio e calculista dos movimentos, como bailarinas extremamente altas, magricelas e desajeitadas condicionam seus corpos por meio de repetição, tornando os movimentos leves, delicados e sublimes.
Claro que o Balé da Ópera de Paris não é feito só de dança. É a expressão corporal dos bailarinos a voz que canta na ópera. A trilha sonora produzida por uma orquestra dá intensidade aos movimentos. Assim como também toda a iluminação nos dá o contorno dos corpos em movimento. Os figurinos têm cores e formas específicas a cada coreografia e são feitos a mão minunciosamente. A mistura de todos esses elementos é servida no palco.
Vemos como as coreografias evoluem. Os resultados pagam toda a morosidade dos ensaios e das cenas da costureira pregando missangas na saia de dezenas de figurinos. Alguns fragmentos de espetáculos, como “A Casa de Bernarda Alba”, de Mats Ek, e “Orfeu e Eurídice”, de Pina Bausch no fim dão o ar de sua graça.
Incrível como quando conhecemos a receita começamos a sentir cada tempero individualmente e o prato parece especialmente mais saboroso. Coma com os olhos!
Bonne appetit!
* Weynna Barbosa é estudante de graduação da licenciatura em filosofia da Universidade Federal de Rio Grande do Norte (Natal, RN) e animadora do blog «Fases» (http://faseafase.blogspot.com).
Postado em 20/março/2011 por admincalcadao.
Categorias: Etc, e-ventos.
Nesta terça-feira, às 14:00, na sala de aula do Labjor, começa o Ciclo de Documentários dedicado às poéticas contemporâneas - Os Fazedores. Convidamos todos a participar e assistir «A dança», de Frederick Wiseman. O Ciclo é uma iniciativa conjunta do Departamento de Filosofia da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), do Grupo de pesquisa multiTÃO: prolifer-artes sub-vertendo ciências e educações (CNPq), do Programa Interdisciplinar e Interinstitucional Mestrado em Divulgação Científica e Cultural (Labjor/Unicamp), e do Curso de Filosofia da Universidade Estadual do Oeste do Paraná (Unioeste).
Outra novidade deste ano é que os participantes do ciclo poderão escolher filmes de seu interesse para escrever textos (resenhas, matérias jornalísticas, artigos, textos literários etc). Estamos estudando as melhores possibilidades de publicação dos textos produzidos e, em breve, divulgaremos informações nos blogs Calçadão e Os Fazedores.
Os Fazedores- Ciclo de Documentários
Depois dum primeiro ano dedicado aos procedimentos de criação, a contra-cultura e o cinema, em 2011. Os Fazedores quer trazer uma série de questões que a arte contemporânea levanta além do seu mero funcionamento estético. Nesse sentido, vamos propor como primeiro corte a oscilação da criação artística entre a lenda e a loucura.
Para começar, apresentaremos o sexto dos oito documentários que conformam o ciclo que Simon Schaman consagrara ao poder da arte em 2006: Van Gogh: Campo de trigo com corvos. Schaman é um historiador controverso, que tende muitas vezes à simplificação de questões complexas, mas também é um narrador histriónico e apaixonado. Na sua aproximação à obra e vida de Van Gogh, nos oferece um pintor em total posse das suas capacidades artísticas, tentando colocar em causa a lenda segundo a qual a sua obra seria o produto da loucura. Produzido pela BBC, o filme propõe um contraponto dramático na encenação de algumas cartas de Van Gogh (numa atuação intensa de Andy Serkis), onde o discurso crítico se cala para dar a palavra a um homem “que gostaria de mostrar com seu trabalho o que um nada, o que um ninguém tem no seu coração”.
O segundo dos filmes é o testemunho visceral de Jeff Feuerzeig sobre a vida de Daniel Dale Johnston (poeta, cantor, músico, compositor, pintor, desenhista), a quem fora diagnosticado um transtorno bipolar na sua adolescência. Apoiado sobre uma enorme quantidade de material documental (em vista de que Johnston guardava registro de praticamente tudo o que fazia), Feuerzeig acompanha a progressiva degradação mental de Johnston desde a sua infância de menino prodígio até a sua ambivalente vida atual, sem lamentações nem imposturas, mas também sem esperanças de redenção. O Diabo e Daniel Johnston nos confronta com a fragilidade de uma vida difícil, a cuja diferença encontramos associada a singularidade de uma produção artística ímpar, que nos intriga e que, de alguma forma, nos assusta.
Um terceiro filme, dedicado ao brilho fugaz de Arthur Cravan (poeta e boxeador), desloca subtilmente o foco da loucura para a lenda. O docu-drama de Isaki Lacuesta coloca em cena outro artista e boxeador, Frank Nicotra, numa enlouquecida pesquisa detrás dos enlouquecidos passos de Cravan, de Londres a Barcelona (onde desafiou o campeão do mundo dos pesos pesados: Jack Johnson!), e de Barcelona a México (onde perde o seu rastro, depois de que Cravan se embarcara rumo aos Estados Unidos numa jangada rudimentar). Apagando os limites entre realidade e ficção, Cravan vs. Cravan resgata do esquecimento a lenda do dadaísta mais elusivo da história.
O ciclo de 2011 terá continuidade com a exibição de dois filmes dedicados à rara prática do «auto-documentário» (Agnès Varda, As praias de Agnès; Banksy, Saída pela loja de presentes), a seguir com uma série de filmes dedicados a colocar em causa a lógica do original e da cópia (Harry Moses, Quem merda é Jakson Pollock?; Orson Welles, F de Fraude; Rogério Sganzerla, Nem tudo é verdade), e, para fechar, com o filme de Margarida Cardoso, Kuxa Kanema, que procura restituir o essencial dum projeto que involucrou cineastas como Rui Rio e Jean-Luc Godard na tentativa de (re)fundar Moçambique através da imagem cinematográfica.
Um lugar espacial terá, por fim, a programação proposta pelo Grupo de pesquisa multiTÃO e a gente do Labjor. Em duas sessões especiais, Documenta apresentará filmes e vídeos experimentais que permitem um divagar sobre a relação entre a produção audiovisual e o documento, tensionando as ideias de memória, identidade e história submetidas ao tempo cronológico. Operando no limite da biografia, Esta não é sua vida provoca a pensar em grafias coletivas e individuais ao mesmo tempo. A desbiografia Só dez por cento é mentira é convite a desencontrar com o poeta Manoel de Barros acostumado a desdobrar palavras em outras vidas e artes; inspirações e movimentos que fazem da invenção pela escrita a potência da vida, e do inútil a sua técnica. Potências que se expandem no vídeo dedicado ao Museu Travesti do Perú que propõe o travesti como subversão das imagens e textos que compõem a tradição museológica. Em Vera Cruz a artista Rosângela Rennó nos propõe pensar de que tecido se costura a história, em meio a ruínas do som e da imagem, sobras, restos em disputa com uma linearidade das falas que fazem do sentido o próprio non-sense. Já Aquário de Memórias é pura dança e movimento de imagens-memórias que se recusam à fixação e determinação do que passou, do que está por vir.
Exibiremos também Anémic Cinema de Duchamp e uma série de curtas reunidas no DVD Investigações, produzidos em 2000 como parte da exposição Investigações: o trabalho do artista. Vídeos que apresentam o trabalho de 7 artistas: Cildo Meirelles: Gramática do objeto; Nuno Ramos: Acidente geográfico; Iole de Freitas: Ar ativado; Eduardo Kac: Oito diálogos; Ernesto Neto: Nós pescando o tempo; Carlos Fadon Vicente; e Carmela Gross. Vídeos que não desejam apenas apresentar os trabalhos dos artistas, mas experimentar as potencialidades poéticas das narrativas audiovisuais de gerarem sensações sobre as obras desses artistas. Um convite a pensar nas passagens entre as obras e o trabalho dos artistas para a tela como espaços-tempos de reinvenção e proliferação de novas possibilidades.
A sessão de abertura de Os Fazedores está programada para o dia 23 de Março, às 16:00 (com reprise às 19:00), apresentando o penúltimo filme de Frederick Wiseman: A dança (de improvável estreia nos cinemas de Natal). Wiseman – um dos documentaristas mais carismáticos do século XX – filma o quotidiano duma companhia de bailado (Le Ballet de l’Opera de Paris), revelando o rigor, a disciplina e o sacrifício na procura da perfeição, mas também a pura exterioridade duma instituição coletiva. Depois do espantoso filme operístico de Darren Aronofsky, que remete a dança a uma experiência interior e limite, o olhar desapaixonado de Wiseman nos conduz a esse estranho lugar onde a dança reconhece o seu parentesco com a construção de catedrais.
Frederick Wiseman, A dança (152’)
Natal
Quarta, 23 de Março
16:00 e 19:00 hs
Auditório B (CCHLA)
Campus Universitário (UFRN)
Campinas
Terça, 22 de Março
14:00 às 17:00
Labjor (Unicamp)
Toledo
Quarta, 23 de Março
16h e 19h30
Mini-auditório (Unioeste – Campus Toledo)
Postado em 10/janeiro/2011 por admincalcadao.
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investigações em divulgação científica e cultural
O que podem as imagens, textos, sons da divulgação científica? O que pode a divulgação científica, especialmente quando as imagens e textos não se restringem a explicar as coisas? Que proliferações acontecem quando pensamos que palavras, imagens e sons não são apenas meios de comunicação, mas personagens da divulgação científica? Esta proposta pretende mobilizar as estudantes que participam conosco do Programa Ciência & Arte nas Férias 2011 da Unicamp a pensar nessas questões, junto com os pesquisadores que participam do grupo de pesquisa multiTÃO: prolifer-artes sub-vertendo ciências e educações (CNPq) e que desenvolvem um projeto maior financiado pelo CNPq: “Escritas, imagens e ciências em ritmos de fabul-ação: o que pode a divulg-ação científica?” (Edital MCT/CNPq Nº 14/2009 – Universal na Faixa C). As atividades propostas investem na fabulação como forma de experimentar possibilidades de as pessoas saírem do jogo das palavras, imagens e sons representacionais, fixadoras de conhecimentos e pensamentos que predominam na divulgação científica/cultural. Convidaremos as alunos a um percurso de atividades que envolvem pensar e criar com imagens, sons, palavras – no encontro com obras artísticas e outros artefatos culturais –, articulando-os em experimentações inventadas pelo Labjor com as biotecnologias, focalizando, em especial, os temas clonagem, células-tronco, transgênicos e reprodução assistida. Este projeto justifica-se na medida em que os jovens têm cada vez mais acesso às imagens e sons, e às tecnologias que permitem sua criação e difusão (internet, celular, câmeras etc), mas pouco refletem sobre seus modos de produção de sentidos e subjetividades na sociedade contemporânea, bem como é possível resistir às lógicas que predominam nas imagens que circulam nas mídias.
Postado em 9/janeiro/2011 por admincalcadao.
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Manhã:
Apresentação do projeto: mostrar os materiais e os trabalhos desenvolvidos;
Tarde:
Investigação com revistas e jornais; conversa sobre os materiais [criar e postar no blog]
Recebemos Karoline Cristina de Jesus Rodrigues (Karol da E. E. JARDIM SAN DIEGO) e Amanda Vieira Borges (da E. E. PROF. ÁLVARO COTOMACCI) para o início das atividades. Após um passeio breve pelos projetos que desenvolvemos desde 2006 no Labjor-Unicamp iniciamos uma conversa sobre jornalismo e linguagem jornalística. O “Gerador automático de reportagens” de Vanessa Barbara, em O Livro amarelo do terminal (2008) suscitou boas conversas sobre automatismo, repetição, cotidiano, funcionamentos utilitários e maquínicos da linguagem.Postado em 9/janeiro/2011 por admincalcadao.
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Manhã:
Conversa sobre o material escolhido (imagens, blog, fotografias e imagens da mídia)
Tarde:
Reunião do grupo: sobre a revista Studium (para concluir até fevereiro) e a questão da divagação.
A conversa com as fotografias gerou alguns atritos: estas parecem habitar os tempos e os espaços das alunas com mais intensidade do que os formatos jornalísticos - será?
Postado em 9/janeiro/2011 por admincalcadao.
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Manhã e tarde:
Unicamp pelas imagens: caminhadas fotográficas e fílmicas + conversa sobre fotografia/tabuleiros.
Conversamos sobre o que havia acontecido até então, fotos e matérias no blog e as dúvidas soltas. Do pensar as imagens e a proposta de divulgação científica veio a dúvida… “mas e a ciência com tudo isso? afinal falamos de quê? Arte? Política? Sociedade? Esportes? Classificados? Em que aba, em que caderno fica tudo isso? Por isso recorremos a Latour e a introdução de “Jamais fomos modernos” (1994). De cada página do jornal os híbridos confudem a ordem do mundo.
Postado em 9/janeiro/2011 por admincalcadao.
Categorias: Etc.
Manhã e tarde:
Primeira oficina: design e fotomontagem (com Fernanda Pestana)
