Sobre o Labjor

O Labjor desenvolve atividades de pós-graduação, pesquisa, extensão, treinamento e consultoria. Seus objetivos são: formar competências nas áreas de jornalismo científico e de crítica da mídia; fornecer estímulo, recursos humanos e instrumental para o acompanhamento das mudanças na mídia impressa e eletrônica; estabelecer intercâmbio entre a universidade e empresa; identificar problemas, propondo soluções para o campo do jornalismo; estudar e discutir a questão do jornalismo científico e divulgação científica; democratizar o conhecimento científico; discutir criticamente a política científica do país; contribuir para a divulgação da produção científica das áreas periféricas; reduzir a distância entre os criadores do conhecimento e a opinião pública; estabelecer a relação da produção científica com a vida cotidiana e as suas relações com a sociedade de um modo geral; conscientizar os cientistas para a divulgação de sua produção; contribuir para uma reflexão crítica sobre a ciência produzida no país.

Foi criado na Unicamp, em 1994, como órgão integrante da estrutura do Núcleo de Desenvolvimento da Criatividade (Nudecri), e os idealizadores foram o professor Carlos Vogt, o professor José Marques de Melo e o jornalista Alberto Dines. Era objetivo criar um centro de pesquisa e acompanhamento crítico da mídia. O Labjor foi apresentado publicamente em abril de 1994, por meio do seminário-fundador A imprensa em questão, quando se fez amplo diagnóstico dos desafios enfrentados pela mídia jornalística no panorama contemporâneo das transformações socioculturais, político-econômicas e científico-tecnológicas. Esse evento forneceu a pauta das iniciativas pioneiras e teve seus debates registrados em livro que a Editora da Unicamp publicou, com o mesmo título do evento, em 1997.

No final do primeiro ano de trabalho, consolidou-se a primeira parceria internacional: o Labjor e o Observatório da Imprensa de Lisboa uniram-se com o apoio da revista Imprensa e dos ministérios da Cultura e das Relações Exteriores, bem como de um pool de entidades empresariais e sindicais, capitaneadas pela ANJ – Associação Nacional de Jornais, e pela Fenaj – Federação Nacional de Jornalistas, para promover no Rio de Janeiro o II Congresso Internacional do Jornalismo de Língua Portuguesa. O encontro aglutinou cerca de 200 jornalistas dos 7 países de língua oficial portuguesa – Angola, Brasil, Guiné-Bissau, Moçambique, São Tomé e Príncipe, Portugal – além de representante do governo-no-exílio de Timor Leste e membros da corporação jornalística nas comunidades de imigração luso-afro-brasileira residentes no Japão, Canadá e USA.

No ano de 1995 foram realizados os primeiros convênios e parcerias, como com o Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Estado de São Paulo, com a University of Columbia, a IBM e as empresas Folha de S. Paulo e Editora Abril, para a realização de seminários, conferências e workshops. Por meio de um convênio interinstitucional – Fundação Cinemateca Brasileira, Cinemateca do Museu de Arte do Rio de Janeiro, British Film Institute, Instituto Goethe, Folha de S. Paulo e Editora da Unicamp – o Labjor associou-se às comemorações do centenário de nascimento da indústria cinematográfica, realizando em São Paulo e no Rio de Janeiro a mostra Jornalismo no Cinema. Ainda nesse ano o Labjor associou-se também ao Instituto de Estudos da Linguagem da Unicamp para desenvolver em Campinas um projeto sui generis de pós-graduação. O curso sob o título “Em busca do outro”, destinou-se a sistematizar o diálogo entre o jornalismo e três disciplinas acadêmicas: linguística, literatura e história, tecendo conexões entre gêneros transdisciplinares: biografia, memória e diálogo.

Em 1995, o Labjor intensificou suas atividades de extensão, promovendo o I Encontro de Editores de Revistas Técnicas em Educação Física e Esportes. Ofereceu também a disciplina “Em busca do outro: jornalismo, linguagem, história e literatura”, no Instituto de Estudos da Linguagem da Unicamp.

Em 1996, realizou seu primeiro curso de extensão, em nível de pós-graduação. O Curso de Especialização em Jornalismo Esportivo teve a duração de um ano e foi oferecido em cooperação com o Departamento de Ciências do Esporte da Faculdade de Educação Física. Ainda como parte de suas atividades didáticas, foram oferecidos cursos de aperfeiçoamento para profissionais do jornalismo, como o Seminário Intensivo de Atualização para Jornalistas, realizado em Porto Alegre (na Associação Riograndense de Imprensa) e em Ribeirão Preto (na Universidade de Ribeirão Preto).

O curso de jornalismo científico

O Curso de Pós-Graduação lato sensu em Jornalismo Científico é oferecido pelo Labjor desde 1999, em parceria com o Departamento de Política Científica e Tecnológica (DPCT), do Instituto de Geociências, e com o Departamento de Multimeios, do Instituto de Artes, ambos da Unicamp. O curso é gratuito, tem duração de três semestres e se destina à formação de jornalistas científicos, divulgadores de ciência e assessores de comunicação de universidades e centros de pesquisa. O objetivo do curso é capacitar jornalistas profissionais e cientistas para a divulgação científica, com a intenção de tornar público o debate sobre C&T e reduzir a distância entre o conhecimento científico e o cotidiano das pessoas. Para o cientista é uma oportunidade de obter uma formação voltada à divulgação de pesquisas, que os cursos de graduação não contemplam. Para o jornalista, o curso pode contribuir para uma melhor compreensão do processo de produção da ciência, bem como da política científica nacional. Da primeira turma, em 1999, com 145 inscritos e 30 vagas, o curso continua com processo seletivo realizado a cada dois anos, mantendo uma média de 200 inscrições para 40 vagas, preenchidas por alunos oriundos de diferentes áreas e com diferentes níveis de formação, com baixíssima taxa de desistência.

Mestrado

Aprovado pelo Conselho Universitário da Unicamp, em 28/11/2006, após a aprovação da Capes, o curso de Mestrado em Divulgação Científica e Cultural (MDCC) passou a ser desenvolvido pelo Labjor, pelo Departamento de Política Científica e Tecnológica (DPCT) do Instituto de Geociências (IG) e pelo Departamento de Multimeios (DMM) do Instituto de Artes (IA). O objetivo do MDCC é formar e capacitar pesquisadores que tenham um conhecimento teórico mais profundo sobre as questões atuais da divulgação e do jornalismo científico, aliado a uma visão global sobre o sistema de ciência e tecnologia e difusão cultural. A interação das disciplinas oferecidas pelo MDCC prevê uma formação que permita tanto a reflexão crítica sobre as principais realizações da ciência, da tecnologia e da cultura na atual sociedade, quanto a respeito do modo como a mídia de massa ou especializada vem atuando para divulgá-las. Pretende-se que as linhas de pesquisa focalizem a análise da produção cultural e da divulgação científica e do jornalismo científico e cultural nos mais diversos veículos de informação, tais como, mídia impressa, radiofônica, televisiva e eletrônica, com destaque para linhas como história da ciência e da técnica e sociologia da ciência, bem como em outros espaços de divulgação da ciência e cultura, como museus, fóruns e eventos.

Parcerias internacionais

As parcerias internacionais do Labjor ganharam força a partir de 2003, pela aproximação do laboratório com a Rede Ibero-americana de Indicadores de Ciência e Tecnologia (Ricyt/Cyted) e da Organização dos Estados Ibero-Americanos (OEI), parceria que tem estimulado a consecução de projetos e eventos que, além de contarem com a possibilidade de obter comparabilidade entre os países pertencentes a esses Estados, garantem uma maior visibilidade do laboratório no exterior e a participação dos pesquisadores em eventos científicos internacionais. O Labjor também mantém um convênio com a Scuola Internazionale Superiori de Studi Avanzati (Sissa), de Trieste, Itália, desde 2002, com o objetivo de promover intercâmbio de pesquisadores e colaboração na revista científica JCOM – Journal of Science Communication.

Divulgação Científica

A consolidação do jornalismo científico como área do conhecimento requer o desenvolvimento de veículos de divulgação científica de qualidade e que possam ir além do território da academia, visando não só à informação, mas à formação de um público que possa opinar sobre questões que surgem com o desenvolvimento da ciência e da tecnologia no país. As publicações produzidas pelo Labjor cumprem um papel fundamental nessa tarefa, além de serem oficinas de trabalho para os alunos.

Os trabalhos realizados com diferentes entidades internas e externas à Unicamp, como se vê nas publicações e cursos, bem como em parceria com instituições estrangeiras, é possível em parte pela diversidade de formação do conjunto de pesquisadores, que trazem em seus currículos graduação e pós-graduação em comunicação social, educação, física, ciências sociais, biologia, linguística e política científica e tecnológica. Em comum todos contam com a formação em jornalismo científico, concluída no próprio Labjor. As diferentes visões sobre temas têm sido um importante diferencial para os projetos do Labjor, sejam atividades de pesquisa ou de extensão.

Sem perder as características assumidas desde a sua criação, em 1994, com grande foco no jornalismo científico, o Labjor avançou também em atividades de pesquisa, extensão e interação com o público externo. O objetivo do laboratório é reforçar as linhas de pesquisa já existentes, contando com a participação cada vez mais intensa dos alunos e de parcerias com outras unidades da própria Unicamp e com outras instituições nacionais e internacionais, seguindo o caminho da excelência já alcançada e que persiste como meta.

Veja o vídeo da comemoração de 20 anos do Labjor

O Labjor é um centro de referência para a formação e para os estudos em divulgação científica e cultural. Oferece, de forma multidisciplinar, cursos de pós-graduação, e proporciona pesquisas e produtos culturais que contribuem para a análise da dinâmica das relações entre ciência e sociedade.
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LABORATÓRIO DE JORNALISMO AVAÇANDO - UNICAMP