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Relação universidade-sociedade é tema de evento na Unicamp


Notícia publicada em: 8 de outubro de 2019

Por Bianca Bosso (Labjor/Nudecri)

A Unicamp sediará, no dia 18 de outubro, o seminário “A relação universidade-sociedade no século XXI: desafios e perspectivas para a avaliação da Terceira Missão”. O evento, que contará com uma conferência e uma mesa-redonda lideradas por especialistas, será realizado no auditório do Instituto de Geociências e terá início às 8h30. O seminário marca a importância do debate acerca dos parâmetros de aplicação e avaliação das atividades de extensão acadêmica. O evento é promovido pelo Labjor, pelo Departamento de Política Científica e Tecnológica e pela Pró-Reitoria de Extensão e Cultura.

Imagem: Proec

A terceira missão – O Ensino Superior no Brasil, desde meados da década de 1980, é regido pelo “tripé universitário”, termo que se refere às três missões das universidades. Para além do ensino e da pesquisa, atividades já atribuídas a essas instituições, o princípio de tripé prevê que as atividades de extensão, que constituem a interface de interação e comunicação da universidade com a sociedade, são indispensáveis para que o conhecimento produzido na academia não fique restrito aos seus muros. As atividades de extensão abrangem diversos aspectos da relação entre universidade e sociedade, como o oferecimento de cursos e serviços, a promoção de atividades artísticas e culturais, e voltadas para diferentes públicos, de classes mais populares, setores industriais; crianças, adultos, idosos; atividades gratuitas, outras pagas.

Apesar de a importância da terceira missão ser reconhecida pela constituição há mais de 30 anos, ainda não são claras as regras para adotá-la nas universidades e como inserir as atividades no currículo dos cursos superiores. Nesse sentido, o Ministério de Educação determinou, em 2018, que até 2021 as ações de extensão devem compor pelo menos 10% do total da carga horária curricular estudantil dos cursos de graduação e que as mesmas devem ser orientadas, prioritariamente, para áreas de relevância social. A proposta do MEC é que essa curricularização aumente a valorização das atividades de terceira missão.

Para Muriel de Oliveira Gavira, professora da Faculdade de Ciências Aplicadas da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e assessora da área de extensão da Pró-reitoria de Extensão e Cultura (Proec), a curricularização é importante para todos os atores envolvidos no processo de integração entre ensino e extensão, uma vez que os estudantes, que ganham a oportunidade de aperfeiçoar suas habilidades práticas em relação ao conteúdo estudado e às competências sociais, ficam mais motivados e aprendem de forma mais eficaz. Além disso, os docentes são submetidos ao desafio de se adaptar a novos métodos de ensino. “Para o docente, traz o benefício de inovar na pedagogia. Leva também à criação de novos métodos, que acabam sendo criados durante o processo de integração entre ensino e extensão”, salienta a professora.

Para alcançar o objetivo de tornar essa proposta possível, é indispensável que haja uma ampla discussão entre os atores do processo, a fim de criar meios de detectar tais atividades, organizá-las institucionalmente, implementá-las e acompanhá-las, além de identificar formas de medir a implementação e avaliação das mesmas.

O papel do evento nesse cenário

 A promoção do debate acerca do tema é essencial para o estabelecimento de indicadores de produção e efetividade, bem como para o compartilhamento de perspectivas e idealização de soluções atuais para os desafios da proposta de curricularização.

Segundo Ana Maria Gimenez, que é pós-doutoranda no Departamento de Política Científica e Tecnológica (DPCT) da Unicamp, e uma das organizadoras do evento, o seminário tem papel fundamental nesse cenário porque “Além de buscar subsídios para a pesquisa e aprofundar o debate sobre a prestação de contas da universidade à sociedade, também pretendemos difundir o conceito de terceira missão,  contribuir com o refinamento e avanço dos indicadores relativos à relação universidade e seu entorno (ou universidade-sociedade), refletir acerca dos desafios e a trajetória da universidade do século XXI e reforçar o papel da Unicamp na iniciativa do Manual de Valência (Manual Iberoamericano de Indicadores de Vinculación de la Universidad con el Entorno Socioeconómico).”

Ana Maria Gimenez salienta que “o Manual de Valência é uma iniciativa Ibero-americana interessante de mensuração e acompanhamento da terceira missão (que no Manual recebeu o nome de vinculación), mas ainda não recebeu a devida atenção, pelo menos no Brasil”, e ressalta que o seminário será importante no âmbito dessa questão, já que as debatedoras estão envolvidas de diversas formas com a terceira missão e o Manual de Valência. “É importante mencionar que as debatedoras estão envolvidas em atividades ligadas ao Manual, seja coletando dados, ou produzindo conhecimento, ou ambos. Recentemente elaboramos um artigo no qual realizamos algumas comparações entre os Indicadores Brasileiros de Extensão (do Forproex [Fórum de Pró-Reitores de Extensão das Instituições Públicas de Educação Superior Brasileiras]), os indicadores do Manual de Valência e os indicadores utilizados para a avaliação institucional da extensão na Unicamp. Também é importante considerar que a Unicamp participou do projeto-piloto do Manual, e, atualmente, está em curso uma segunda rodada de levantamento de dados”, explica Gimenez.

O seminário contará com uma conferência liderada por Maria Elina Estébanez (Centro Redes/Universidade de Buenos Aires – UBA, Argentina), que participou da formulação do Manual de Valência – documento elaborado com a proposta de determinar parâmetros padronizados de avaliação para as atividades de extensão. A mesa redonda terá a participação da professora Ana Célia Castro, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), coordenadora do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia em Políticas Públicas, Estratégias e Desenvolvimento (INCT-PPED), Ruy Quadros, professor do DPCT e coordenador do curso de extensão sobre Gestão da Inovação e de Eduardo Gurgel, diretor do Parque Científico e Tecnológico da Unicamp.

Na última parte do evento serão apresentadas três experiências de extensão universitária da Unicamp: o projeto da Faculdade de Ciências Médicas junto à Vila Paula; a experiência da Incubadora Tecnológica de Cooperativas Populares; e a empresa júnior de consultoria de alimentos, GEPEA, que serão apresentados respectivamente por Rubens Bedrikow, professor da FCM, pela professora Laís Fraga (a confirmar) da FCA e pela aluna da Faculdade de Engenharia de Alimentos, Julia Barezi.

 

Seminário “A relação universidade-sociedade no século XXI: Desafios e perspectivas para a avaliação da Terceira Missão”

 Realização: Departamento de Política Científica e Tecnológica, em parceria com o Labjor e a ProEC/Unicamp.
Quando: 18 de outubro de 2019, das 8h30 às 17h.
Onde: Auditório do Instituto de Geociências, Unicamp (Rua Carlos Gomes, 250)
Inscrições gratuitas devem ser realizadas até o dia 17 de outubro, na plataforma Doity

O Labjor é um centro de referência para a formação e para os estudos em divulgação científica e cultural. Oferece, de forma multidisciplinar, cursos de pós-graduação, e proporciona pesquisas e produtos culturais que contribuem para a análise da dinâmica das relações entre ciência e sociedade.
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