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Redes sociais acabam por produzir e disciplinar um novo tipo de acadêmico


Notícia publicada em: 10 de novembro de 2017

Academia como mercado financeiro de ideias. A economia política dos meios de comunicação social para os acadêmicos. Este é o título da conferência que Alessandro Delfanti, professor de cultura e novos meios de comunicação na Universidade de Toronto vai proferir no dia 17 de novembro, às 14h na Sala A, da DGRN (Departamento de Geologia e Recursos Naturais), do Instituto de Geociências, na Unicamp.

A pesquisa do professor italiano, que lecionou na Universidade da Califórnia, em Davis, na Universidade Mcgill e Universidade de Milão, centra-se no trabalho digital, no hacking e na economia política da ciência e da tecnologia. Ele é o autor de Biohackers: a política da ciência aberta (Pluto 2013) e outras obras.

Na apresentação do dia 17, Delfanti irá tratar das redes sociais voltadas para acadêmicos, como a Academia.edu ou Researchgate, que são espaços onde milhões de estudiosos partilham o seu trabalho e constroem-se como trabalhadores acadêmicos legítimos e produtivos. Estes serviços fornecem novas formas de métricas e classificação, tais como contagens de download, compartilhamento de mídia social, popularidade. Garantem “pontuação” ou alcance de rede.

Esses sistemas são formas de intensificar o trabalho acadêmico e, ao mesmo tempo, assumem um papel epistêmico cada vez mais crescente, uma vez que fazem parte de uma tendência para aumentar a previsibilidade dos resultados da investigação. A pesquisa realizada por Delfanti mostra como os usuários têm de lidar com as novas formas de facilitadoras e as lógicas algorítmicas que os governam.

Em resumo, essas redes sociais acabam por produzir e disciplinar um novo tipo de acadêmico. Para compreender o papel dessas plataformas, Delfanti se baseou nas ideias mertonianas sobre a ciência como “Mercado de ideias propondo uma nova metáfora econômica para entender o seu papel no trabalho acadêmico”. Para os estudos sociais das finanças, por exemplo, ele propõe que as plataformas de mídia social permitam um reconceitualização da academia como um “Mercado Financeiro de ideias”.

Segundo o pesquisador, “primeiro, os meios de comunicação social para os acadêmicos permitem a inclusão de objetos acadêmicos, tais como artigos preprint, que não são incluídos em sistemas tradicionais para o valor contabilístico na comunicação acadêmica. Em segundo lugar, estão orientados para o futuro, uma vez que utilizam dados para prever os resultados da investigação e mobilizar textos orientados para o futuro, que constituem uma promessa de publicação. Finalmente, estas plataformas baseiam seus sistemas de avaliação em algoritmos, que analisam os dados produzidos de forma distribuída por todos os usuários na plataforma. O mercado financeiro de ideias geradas por tais plataformas está fundamentalmente relacionado com a obsessão da universidade neoliberal com as métricas, bem como com a explosão do trabalho acadêmico precário.

O professor Alessandro Delfanti vem a Campinas a convite dos programas de Pós-Graduação do Departamento de Política Científica e Tecnológica, do Instituto de Geociências e de Mestrado em Divulgação Científica e Cultura, do Laboratório de Estudos Avançados em Jornalismo, do Núcleo de Desenvolvimento da Criatividade, em parceria com o Instituto de Estudos da Linguagem.

Serviço:

Conferência: Academia como mercado financeiro de ideias. A economia política dos meios de comunicação social para os académicos
Prof. Alessandro Delfanti (Universidade de Toronto)
Dia 17/11 das 14h00 às 16h00
Sala A da DGRN, IG/Unicamp
R. João Pandiá Calógeras, 51, Unicamp.

O Labjor é um centro de referência para a formação e para os estudos em divulgação científica e cultural. Oferece, de forma multidisciplinar, cursos de pós-graduação, e proporciona pesquisas e produtos culturais que contribuem para a análise da dinâmica das relações entre ciência e sociedade.
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